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Pastores Ocupados Podem Dizer Não a Mídia Social

Curt Richardson, CEO da OtterBox, fabricante de cases para dispositivos móveis, recentemente veio a público com a sua posição “apenas diga não” sobre mídias sociais. Para ele, pessoalmente, não há tempo suficiente para fazê-lo direito:

“Eu acredito que para ser um participante importante na mídia social, você deve realmente dedicar tempo.”

Numa época em que você tem que saltar em cada movimento tecnológico, a fim de ser relevante, é refrescante ouvir um CEO que diz ‘não’.

Este é um bom conselho para os pastores ocupados. Você não tem que estar o tempo todo twitando ou postando coisas no facebook. Você pode optar por sair.

Algumas lições dessa compreensão:

1.     Se você não pode fazê-lo bem, não faça. Fazer algo bem, exige um compromisso de tempo e energia. Você não pode apenas improvisar e esperar que seja incrível. Isso é verdade para um monte de coisas da vida e é definitivamente verdade com a mídia social. Se você não pode fazer um bom esforço, não desperdice sua energia. É melhor concentrar mais esforços em menos projetos e fazê-los dez vezes melhor.

2.     Saiba o que está perdendo. Não fique muito à frente de si mesmo, ocupação não é uma desculpa. Você precisa pesar os prós e os contras de estar nas mídias sociais. A mídia social pode personalizar pastores e torná-los mais acessíveis, não apenas para a sua congregação, mas para a sua comunidade. Sendo ainda mais acessível pode ser uma coisa assustadora, mas também pode oferecer grande valor, especialmente em termos de alcance. Se você vai dizer ‘não’ a mídia social, saiba o que está perdendo. Não deixe que “ocupado” seja uma desculpa fácil.

3.     Expectativas mais baixas. Se você está ocupado, mas ainda vê o potencial das mídias sociais, às vezes é melhor diminuir as expectativas. Em vez de ser um rock star da mídia social, talvez você será um observador silencioso. Nem todo mundo tem que postar 30 vezes por dia. Redefinindo as expectativas, você permite que a mídia social  trabalhe de uma forma que funcione para você. E isso é verdade para muitos dos esforços na comunicação. Talvez a sua igreja não pode fazer um site bom, mas você ainda precisa ter um. OK, baixar as expectativas. Em vez de fazer um grande site que nunca é atualizado, faça uma única página muito boa.

4.     Isso é pessoal, não comercial. Por fim, note que a escolha de Curt Richardson foi uma escolha pessoal, não uma escolha de negócios. OtterBox ainda usa mídias sociais. Sua igreja ainda pode precisar de uma presença nas mídias sociais, mesmo se você como um pastor decidir optar por sair. Se você vai fazer isso, você precisa para fazê-lo bem e diminuir as expectativas se for preciso. De todo jeito ira funcionar.

O que você acha? Vale a pena dizer ‘não’ as mídias sociais?
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#chsocm: Igreja e Mídias Sociais

A mídia social na igreja. Todo mundo está twittando, atualizando suas páginas e grupos no Facebook. Mas existe um ponto ou uma estratégia para tudo isso? No ano passado,  um grupo de twiteiros se juntaram pois viram na igreja uma grande necessidade de estratégia para as mídias sociais.

Meredith Gould começou a #chsocm chat (mídia social da igreja,  que se pronuncia “ch-sock-em”) pouco mais de um ano atrás depois de conversar com pessoas que haviam notado a mesma coisa: a igreja não está usando a mídia social, especialmente não estrategicamente.  Assim, a conta @chsocm nasceu e tem tido chats semanais no twitter desde então. Meredith é uma mulher deliciosamente mal-humorada que, juntamente com algumas poucas pessoas, modera os bate-papos via Twitter  toda terça-feira para discutir três temas por semana. Cada bate-papo começa e termina com uma oração pedindo a Deus para uni-los como uma comunidade, dando graças por todas as oportunidades para revelar sua presença e pedindo orientação, em sua discussão.

Não se trata de números

 É claro que os principais participantes da #chsocm são incrivelmente apaixonados por ver as mídias sociais utilizadas estrategicamente e não com uma mentalidade ‘gulosa’. “Não é um jogo de números”, disse Meredith. “Nós não estamos necessariamente interessados ​​em quantos seguidores você acumula. Eu vejo as mídias sociais como uma poderosa forma de cumprir a grande comissão. Estas ferramentas permitem-nos comunicar uns com os outros de forma radical e revolucionária. ”

Precisamos desenvolver o que Meredith chama de “embaixadores da marca.” Pastores precisam entender que ha muito mais valor em encorajar a congregação a estar envolvida com a mídia social, falar com sua igreja como indivíduo,  do que  simplismente postar sermões e divulgar links para eles.

Obter Ajuda

Enquanto pastores e líderes leigos precisa de ajuda para acelerar, Meredith observa um número alarmante de pessoas revendendo seus serviços para igrejas desesperados por ajuda com as comunicações. “As igrejas estão perdendo membros e entrando em pânico. Eles vêem as pessoas que utilizam as mídias sociais, mas não sabem o que fazer. Eu acho que nós precisamos entender que a comunicação da igreja é também um ministério”, diz ela.

Felizmente é exatamente o que o chat #chsocm visa solucionar. A cada semana, twiteiros  se reúnem para discutir os temas que estão na agenda e mergulhar na discussão. Os temas vão desde ferramentas de mídia social, os códigos QR, Pinterest, Facebook, construção de comunidades, adoração, políticas de mídia social e muito, muito mais. Meredith diz que tem o prazer de ver um pouco do que tem se desdobrado através do chat #chsocm. “Você nunca irá obter a mistura de pessoas faca-a-face que temos online. Tem sido ótimo ver a generosidade de todos e bom humor. ”

 Seja Estratégico

Se tem uma coisa que eu aprendi a partir de minha conversa com Meredith, é a garantia de que o uso das mídias sociais para a igreja deve ser estratégica. Se queremos realizar algo, então temos de ser intencionais e estratégicos. Meredith chega a dizer que algumas igrejas deveriam parar de usar todos os canais de mídia social até que eles possam desenvolver um sistema integrado de estratégia de mídia social (ou uma estratégia de comunicação como um todo).

Meredith ainda acredita que a maior barreira  que as igrejas estão enfrentando é o “um-dia-chegaremos-lá” website.

“Arrumar o site da sua igreja é prioridade número 1”, diz Meredith. “Pense nele como um portal. Deve ser acolhedor, mas os visitantes também estão acessando outros lugares, como um grupo no Facebook”. Em seguida, ela incentiva as igrejas a atualizar suas páginas no Facebook. “É o registro histórico de sua igreja”, diz Meredith. “Ter alguém para limpar um armário e digitalizar todas as fotos antigas e colocá-las em seu timeline do Facebook”, isso permitiria ás pessoas acesso fácil a maravilhosa história de sua igreja em qualquer lugar.

Finalmente, direcione as pessoas para lugares mais escpecíficos como um grupo do facebook ou um blog pessoal , onde as pessoas possam ser ouvidas e atendidas.

Um pouco sobre redes sociais (parte 2)

Dando continuidade a série ‘A igreja e a internet’, iremos falar neste post sobre o Twitter e o Google +, duas redes sociais que estão tendo boa aceitação dos internautas.

Você já teve ter ouvido as seguintes palavras: “twittar”, “retwittar”, “tweets”, “Trending Topics” e “DM”. Elas fazem parte do vocabulário dos internautas que possuem conta no Twiiter, o microblog mais famoso da internet. Ele permite aos usuários enviar e receber atualizações de outros contatos, em textos de 140 caracteres, através do site www.twitter.com.

Twitter surgiu em Março de 2006 pelo empresário e desenvolvedor de software norte-americano, Jack Dorsey, e já tem mais de 175 milhões de usuários em todo mundo. O site se baseia nesta questão: “What are you doing?“, ou “O que você está fazendo?”. Então o usuário informa para seus “seguidores” o que está fazendo ou pensando no momento. Os “seguidores” podem responder a mensagem escrita (tweet) ou replicar a mesma mensagem no seu próprio mural (retwittar). Quando uma palavra está sendo citada por várias pessoas, ela vai para o Trend Topics, que é uma lista dos nomes mais postados no site e podem vir acompanhados dehashtags (#). Se o usuário desejar enviar uma mensagem privada, basta mandar uma Direct Message (DM) ou uma Mensagem Direta.

Twitter já serviu para salvar uma pessoa que foi presa no Egito; para mães enfurecidas tirarem uma campanha de marketing do ar; e como ferramenta política para campanha do presidente norte-americano, Obama. Como as outras redes sociais, o Twitter serve para divulgar seu Ministério através de 140 caracteres, é possível você colocar frases de sermões, pensamentos, além de colocar links de fotos, vídeos e sites.

Já o Google Plus ou Google +, é a mais nova rede social da gigante Google. Ela é integrada aos serviços do Google, como o Buzz e o Picasa. O serviço foi lançado em junho de 2011, numa fase de testes por convites. O Google + permite a criação de grupos segmentados de forma muito fácil e intuitiva, chamados de Círculos, ou Circles. Desta maneira é possível separar a sua página principal em temas específicos, como família, trabalho e amigos; trazendo os círculos de amizades e interesses que os usuários já têm na vida real. O Google + ainda permite aos usuários realizar chat por vídeo (Hangouts) e chat em grupo (Huddles), através inclusive por celulares.

Para usar o Google+ em seu Ministério você pode criar uma página, que serve para você se conectar com os usuários da rede, é similar a Fan Page do Facebook. O endereço da rede é o: https://plus.google.com.

Seja na criação de sites, blogs, publicação de vídeos, ou criação de perfis nas redes sociais, o importante é que o seu Ministério esteja sintonizado na internet. Invista nesta grande rede, onde todos estão conectados a partir de alguns cliques. Seja aqui no Brasil ou em outros países, todos poderão ver as ações do seu Ministério e, por conseguinte, as mensagens poderão impactar essas pessoas e elas poderão vir a Cristo.  Não perca tempo, invista na internet.

Post da Série: A Igreja e a Internet

Autor: Erick França

Não desprezarás as redes sociais

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações” – Mateus 28.19

 

Não existe verdadeira vida cristã sem discipulado.

Não há discipulado sem intimidade.

Não é possível adquirir intimidade sem tempo para conversar.

Tempo, não temos.

E mesmo que você, líder, organize seu trabalho, ministério e estudo para poder se encontrar com todos os seus liderados todas as semanas – sonho meu- a verdade é que eles terão muita dificuldade para fazer o mesmo.

O que fazer?

Eis o 11º mandamento para líderes de jovens/adolescentes: “Não desprezarás as redes sociais”.

É claro que elas não fazem todo o trabalho, você ainda precisa se esforçar para conseguir um tempo com seus discipulados e aproveitá-lo ao máximo.

Mas elas ajudam, e muito!

Para construir intimidade com alguém é valioso ter um contato diário para compartilhar coisas bobas ou perguntar sobre o dia. Este tipo de amizade diminui as barreiras e ajuda em momentos de exortação e ensino.

Mas atenção:

1º não seja o líder chato que ficará criticando todos os comentários e fotos, como se a sua missão nas redes sociais fosse vigiar seus liderados; isso apenas os afastará de você.

2º tome cuidado para que os seus comentários e fotos não comprometam seu testemunho e, consequentemente, sua liderança.

Que Deus nos dê sabedoria para utilizar esta ferramenta para o Reino.

 

Autor: Joice Atique.

As redes sociais estão matando os blogs?

Recentemente, um artigo do New York Times afirmou que os blogs estão perdendo espaço para as redes sociais. É uma meia verdade. Apesar do título pessimista, e até alarmista, a matéria do NYT trata muito mais da mensuração de dados de uma pesquisa do que de um o anúncio formal da morte dos blogs.

De 2006 a 2009, a atividade de blogar caiu pela metade entre os adolescentes de 12 a 17 anos; atualmente, apenas 14% destes adolescentes têm um blog. Entre os jovens de 18 a 33 anos, 2% deixaram de manter um blog em relação aos anos anteriores. Entretanto, apesar do que nos dizem os resultados da pesquisa da Pew Report, houve um aumento de 25% de adultos blogando em relação ao período estudado.

Esta previsão – a morte dos blogs – ronda a web desde o surgimento do Facebook e do Twitter. Da mesma forma que pensaram que a televisão “mataria” o cinema e a internet aniquilaria todas as outras mídias, não acredito nesta verdade apocalíptica.

Vejamos alguns dados que embasam minha opinião:

  • São nos blogs que as melhores discussões acontecem;
  • Os blogueiros usam outras ferramentas de redes sociais para atrair mais leitores para seus blogs;
  • Os blogs são as únicas mídias que ajudam os usuários a serem encontrados, juntamente com seus textos, vários dias depois de publicados;
  • A utilização de blogs está crescendo entre adultos maiores de 34 anos – os internautas de 34 a 45 anos fizeram com que os blogs tivessem um crescimento de 6% em relação a 2008 e 2009. Entre os de 46 a 55 anos, o crescimento foi de 5%, enquanto que entre os “coroas” de mais de 65 anos houve um crescimento de 2%.

Por falar em números, li na coluna da Andréa Dunningham – Mercado Digital – que a ComScore, empresa de pesquisas do universo da web, divulgou um estudo no início de fevereiro revelando crescimento de internautas no Brasil justamente entre os mais velhos (entre 45 e 54 anos). E que a audiência dos blogs, em particular, é 21 pontos maior do que o restante do mundo (71% contra 50% da média dos outros países).

Segundo Elisa Camahort Page, co-fundadora do site BlogHer, “Se você está buscando uma conversa com conteúdo, você procura um blog. Ninguém achará o mesmo no Facebook ou nos 140 caracteres do Twitter “.

Aparentemente, Toni Schneider, da empresa Automattic, concorda com a afirmação de que osblogueirosutilizam as ferramentas das mídias sociais para promoverem seus próprios blogs. Ele disse que esses “escritores” virtuais usam com frequência tanto o Facebook quanto o Twitter para badalarem seus sites e aumentarem sua audiência. Não se trata de competição entre mídias, como se pode pensar, mas de um complemento. “Há muita fragmentação”, afirma Schneider, “mas, neste ponto, qualquer um que leve seu blog a sério está usando vários tipos de mídia para aumentar seu tráfego”.

Em seu artigo no NYT, o articulista Verne Kopytoff cita que os blogs são ótimas ferramentas de marketing. Se você procurar alguma validação sobre este tópico, poderá perceber que o blog proporciona uma exposição que, nem o Facebook, nem o Twitter, oferecem. Eis os motivos:

  • blogs ajudam as pessoas (clientes, fãs, consumidores) que não o conhecem um produto a descobri-lo.
  • blogs reforçam sua marca para os indivíduos que talvez já tenham ouvido falar de você, mas ainda não tenham feito contato.
  • blogs auxiliam a manter sua audiência atualizada para compartilhar informações com outros leitores que, potencialmente, tenham interesse em você ou em sua marca.

Poderíamos até dizer que os blogs estão em declínio entre os jovens – e somente entre os jovens – pois sua queda mais significante se deu entre adolescentes. O que interessa para essa garotada é manter-se em contato com os amigos e familiares – coisa que o Facebook faz com extrema competência.

Devo dizer que, com mais de 34 anos, nada me faz sentir tão obsoleta do que perceber que os hábitos e comportamentos de várias gerações – Geração X, jovens Boomers e Boomers mais velhos – não contam, em relação ao que fazem os teens.

Matt Mullenweg, fundador e desenvolvedor do WordPress, fez várias considerações sobre a reportagem do New York Times: “O título provavelmente foi escrito por um editor, e não pelo autor, porque apesar de o artigo enfatizar os dois adolescentes que preferem o Facebook aos blogs, as estatísticas mostram o crescimento de todos os principais serviços de blog – mesmo o Blogger, cujos número de visitantes globais únicos cresceu 9% ( 323 milhões de pessoas), “o que significa que cresceu cerca de seis Foursquares só no ano passado (no mesmo período, WordPress.com cresceu cerca de 80 milhões de visitantes únicos de acordo com o QuantCast).” Na realidade, o WordPress teve mais de seis milhões de blogs criados somente em 2010 e suas pageviews cresceram em 53%.

Uma boa metáfora afirma que blogs são o jantar, enquanto o Facebook e Twitter são a sobremesa. Todo mundo adora sobremesa, porque é doce e sexy. Isto é particularmente verdade quando se trata de crianças, que irão apressar o jantar ou não comê-lo em absoluto, porque estão muitos animados com a guloseima. De certa forma, seu comportamento sobre a sobremesa explica o seu (não) interesse em blogs. Eles preferem o Twitter ou o Facebook.

Blogs e sites de mídias sociais como o Facebook e o Twitter se complementam. Fim da história. Sem blogs, as pessoas teriam menos conteúdo interessante para compartilhar no Facebook e no Twitter. Sem o Facebook e o Twitter, os blogueiros teriam mais dificuldade em conseguir os leitores.   Por Cláudia Valls no IDG Now

Recentemente, um artigo do New York Times afirmou que os blogs estão perdendo espaço para as redes sociais. É uma meia verdade. Apesar do título pessimista, e até alarmista, a matéria do NYT trata muito mais da mensuração de dados de uma pesquisa do que de um o anúncio formal da morte dos blogs.

De 2006 a 2009, a atividade de blogar caiu pela metade entre os adolescentes de 12 a 17 anos; atualmente, apenas 14% destes adolescentes têm um blog. Entre os jovens de 18 a 33 anos, 2% deixaram de manter um blog em relação aos anos anteriores. Entretanto, apesar do que nos dizem os resultados da pesquisa da Pew Report, houve um aumento de 25% de adultos blogando em relação ao período estudado.

Esta previsão – a morte dos blogs – ronda a web desde o surgimento do Facebook e do Twitter. Da mesma forma que pensaram que a televisão “mataria” o cinema e a internet aniquilaria todas as outras mídias, não acredito nesta verdade apocalíptica.

Vejamos alguns dados que embasam minha opinião:

  • São nos blogs que as melhores discussões acontecem;
  • Os blogueiros usam outras ferramentas de redes sociais para atrair mais leitores para seus blogs;
  • Os blogs são as únicas mídias que ajudam os usuários a serem encontrados, juntamente com seus textos, vários dias depois de publicados;
  • A utilização de blogs está crescendo entre adultos maiores de 34 anos – os internautas de 34 a 45 anos fizeram com que os blogs tivessem um crescimento de 6% em relação a 2008 e 2009. Entre os de 46 a 55 anos, o crescimento foi de 5%, enquanto que entre os “coroas” de mais de 65 anos houve um crescimento de 2%.

Por falar em números, li na coluna da Andréa Dunningham – Mercado Digital – que a ComScore, empresa de pesquisas do universo da web, divulgou um estudo no início de fevereiro revelando crescimento de internautas no Brasil justamente entre os mais velhos (entre 45 e 54 anos). E que a audiência dos blogs, em particular, é 21 pontos maior do que o restante do mundo (71% contra 50% da média dos outros países).

Segundo Elisa Camahort Page, co-fundadora do site BlogHer, “Se você está buscando uma conversa com conteúdo, você procura um blog. Ninguém achará o mesmo no Facebook ou nos 140 caracteres do Twitter “.

Aparentemente, Toni Schneider, da empresa Automattic, concorda com a afirmação de que osblogueirosutilizam as ferramentas das mídias sociais para promoverem seus próprios blogs. Ele disse que esses “escritores” virtuais usam com frequência tanto o Facebook quanto o Twitter para badalarem seus sites e aumentarem sua audiência. Não se trata de competição entre mídias, como se pode pensar, mas de um complemento. “Há muita fragmentação”, afirma Schneider, “mas, neste ponto, qualquer um que leve seu blog a sério está usando vários tipos de mídia para aumentar seu tráfego”.

Em seu artigo no NYT, o articulista Verne Kopytoff cita que os blogs são ótimas ferramentas de marketing. Se você procurar alguma validação sobre este tópico, poderá perceber que o blog proporciona uma exposição que, nem o Facebook, nem o Twitter, oferecem. Eis os motivos:

  • blogs ajudam as pessoas (clientes, fãs, consumidores) que não o conhecem um produto a descobri-lo.
  • blogs reforçam sua marca para os indivíduos que talvez já tenham ouvido falar de você, mas ainda não tenham feito contato.
  • blogs auxiliam a manter sua audiência atualizada para compartilhar informações com outros leitores que, potencialmente, tenham interesse em você ou em sua marca.

Poderíamos até dizer que os blogs estão em declínio entre os jovens – e somente entre os jovens – pois sua queda mais significante se deu entre adolescentes. O que interessa para essa garotada é manter-se em contato com os amigos e familiares – coisa que o Facebook faz com extrema competência.

Devo dizer que, com mais de 34 anos, nada me faz sentir tão obsoleta do que perceber que os hábitos e comportamentos de várias gerações – Geração X, jovens Boomers e Boomers mais velhos – não contam, em relação ao que fazem os teens.

Matt Mullenweg, fundador e desenvolvedor do WordPress, fez várias considerações sobre a reportagem do New York Times: “O título provavelmente foi escrito por um editor, e não pelo autor, porque apesar de o artigo enfatizar os dois adolescentes que preferem o Facebook aos blogs, as estatísticas mostram o crescimento de todos os principais serviços de blog – mesmo o Blogger, cujos número de visitantes globais únicos cresceu 9% ( 323 milhões de pessoas), “o que significa que cresceu cerca de seis Foursquares só no ano passado (no mesmo período, WordPress.com cresceu cerca de 80 milhões de visitantes únicos de acordo com o QuantCast).” Na realidade, o WordPress teve mais de seis milhões de blogs criados somente em 2010 e suas pageviews cresceram em 53%.

Uma boa metáfora afirma que blogs são o jantar, enquanto o Facebook e Twitter são a sobremesa. Todo mundo adora sobremesa, porque é doce e sexy. Isto é particularmente verdade quando se trata de crianças, que irão apressar o jantar ou não comê-lo em absoluto, porque estão muitos animados com a guloseima. De certa forma, seu comportamento sobre a sobremesa explica o seu (não) interesse em blogs. Eles preferem o Twitter ou o Facebook.

Blogs e sites de mídias sociais como o Facebook e o Twitter se complementam. Fim da história. Sem blogs, as pessoas teriam menos conteúdo interessante para compartilhar no Facebook e no Twitter. Sem o Facebook e o Twitter, os blogueiros teriam mais dificuldade em conseguir os leitores.

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Professor usa Facebook para ensino à distancia

Alunos estudam e são avaliados utilizando a rede social. As redes socias estão crescendo de maneira vertiginosa no Brasil. Entre blogs, microblogs, redes de compartilhamento de fotos, imagens e vídeos, o Facebook é uma plataforma que mistura todos esses elementos e virou unanimidade entre os jovens.

Observando essas tendências e o comportamento de seus alunos, o professor de geografia Eduardo Castro, do Colégio Sidarta, em Cotia, resolveu apostar no Facebook como ferramenta de ensino à distância. “Pensava em criar um espaço fora de sala de aula para ampliar os estudos, e que viabilizasse uma interação com os alunos. Inicialmente pensei em um blog, mas, analisando o Facebook, vi que ali estava um meio com todos os elementos necessários para meu projeto de EAD”, conta Eduardo.

Em entrevista ao GUIA DO ESTUDANTE, o professor explicou que o conteúdo do ensino médio éextenso e nem sempre era possível contemplar assuntos da atualidade com a profundidade que mereciam. Dessa forma, o Facebook surgiu como um meio para a postagem de notícias, vídeos, links e arquivos que poderiam interessar aos estudantes.

O sucesso da iniciativa entre os alunos do 3º ano foi tanto que os alunos do 2º ano também pediram um grupo de Facebook para o professor. Hoje, o volume de interações da turma do 2º ano já superou a quantidade de postagens da turma de 3º ano.

Outra vantagem do Facebook, segundo o professor, está no uso do chat. “Essa ferramenta é muito simples e possibilita plena interação entre todos nós, tanto eu com eles, como entre eles próprios. Já percebi, na prática, como funciona bem”, conta Eduardo, que vem tirando muita dúvida de aluno na véspera da prova via FB. “Eles estão sempre conectados e a receptividade é muito boa”.

Embora a turma do 2º ano tenha recebido a novidade com entusiasmo, Eduardo Castro ainda não aplicou avaliações através do Facebook para esses alunos. A turma de 3º ano já foi convidada a postar comentários sobre materiais publicados na rede social valendo nota. De acordo com o professor, a escola respaldou a iniciativa desde o começo. “Esse tipo de interação [em redes sociais] já virou um hábito irreversível dessa geração. A escola não pode ficar fechada dentro dos próprios muros. Nós, educadores, só vamos conseguir interferir efetivamente na vida e nos interesses dos alunos quando alcançarmos a linguagem deles”, diz.

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Audiência do Facebook explode nas férias e pode passar a do Orkut ainda este ano

A rede teve 17,9 milhões de visitantes únicos em fevereiro, mais que o triplo se comparado ao mesmo mês do ano passado, quando obteve 5 milhões.

A audiência do Facebook continua crescendo em ritmo acelerado no Brasil. A rede teve 17,9 milhões de visitantes únicos em fevereiro, mais que o triplo se comparado ao mesmo mês do ano passado, quando obteve 5 milhões.

Orkut, por outro lado, aumentou sua popularidade em 25% – um oitavo do crescimento do concorrente – chegando a 32,41 milhões.

O melhor momento do Facebook, por sinal, foi justamente o pior para o Orkut. Se de dezembro a fevereiro sua audiência aumentou em 45%, a de seu rival caiu pela primeira vez em um ano: 0,8%.

A rede de Zuckerberg nunca havia atingido a metade da audiência do site da Google, utilizado quase que exclusivamente por brasileiros. Na Índia, outra região onde reinava como principal portal social, ele perdeu a primeira colocação para o Facebook em setembro de 2010.

É importante destacar que os dados são referentes ao número de visitantes únicos, que não são, necessariamente, usuários dos sites em questão. Além disso, o instituto comScore – responsável pela pesquisa – só contabiliza internautas acima de 15 anos.

2012?
O analista do Ibope Nielsen, José Calazans, em entrevista ao jornal Estado de São Paull, lembrou o que ocorreu em outros países para apontar o que pode acontecer no Brasil:

“Nos Estados Unidos, Inglaterra, Espanha e Alemanha, a rede social dominante antes do Facebook só começou a cair quatro meses depois que este atingiu a mesma audiência deles”, afirmou.

Embora o número de visitantes únicos do Orkut já tenha diminuído em fevereiro – antes, portanto, de ser alcançado pelo rival – vale lembrar que a média deidade de seus usuários é bem menor que a do Facebook, ou seja, grande parte deles, devido às férias escolares, podem ter acessado mais o site no mês anterior, o que provocou uma queda natural no período seguinte.

De qualquer forma, os índices de crescimento apontam para uma tendência. Se eles se mantiverem nos mesmos patamares, o Facebook ultrapassará o Orkut no País ainda em 2011. Entretanto, trata-se de uma aposta arriscada, visto que, entre agosto de 2009 (1,5 milhão de visitantes únicos) e 2010, o crescimento do Facebook foi de quase 500%, bem maior, portanto, que os 249% na comparação entre fevereiro do ano passado e fevereiro deste ano. Ou seja, por mais que sua ascensão seja impressionante, ela vem desacelerando.

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