Vacas Roxas

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Um dos meus livros favoritos de marketing é Purple Cow de Seth Godin. O livro gira em torno desta metáfora: se você já viu uma vaca marrom, você já viu todas elas. Mas uma vaca roxa, isso prenderia a sua atenção. Uma declaração no livro tem implicações profundas: “Se você não é notável você é invisível.”

Toda igreja precisa pintar-se de roxo. Eu não estou falando de truques. Eu não estou falando sobre ser diferente por causa da diferença. Eu estou falando de fazer uma diferença tão marcante em nossas comunidades que não poderão nos ignorar.

Eu tenho algumas de convicções fundamentais:

1)   A boa notícia deve fazer a notícia. Igrejas marrons sentam na linha lateral e convidam a comunidade para entrar nelas. Igrejas roxas estão sempre indo e convencendo. Elas estão fazendo uma diferença tão grande que elas se tornam uma parte altamente visível de sua comunidade. E as pessoas passam pelas Igrejas marrons – Igrejas que são invisíveis – para ir às Igrejas roxas.

2)   A maior mensagem merece o maior marketing. Eu sei que o marketing é uma palavra feia em alguns círculos da igreja, mas mais alguém fica irritado com o fato que a Lojas Americanas é muito melhor em vender suas mercadorias inúteis do que a Igreja em pregar as boas novas?Eu tenho um problema com isso. Precisamos utilizar o marketing para aspectos santos.

3)   A igreja deve ser o lugar mais criativo do planeta. Igrejas são muito parecidas. Precisamos de muitos tipos diferentes de igrejas, porque hámuitos tipos diferentes de pessoas. Cada igreja tem um estilo único e deve ser uma expressão única do evangelho em seu local.

Então, como vamos nos pintar de roxo? Para começar, ouse ser diferente. Você pode ofender alguns fariseus, mas isso não é o que você está tentando alcançar. Em segundo lugar, mude sua rotina. Acho que começa com sua rotina pessoal. Mudança de ritmo + mudança de lugar = mudança de perspectiva. Você precisa sair de sua rotina de modo que você possa ter alguns ‘pensamentos roxos’.

Como líder, você precisa causar confusão. Jesus não fez orientações. Ele fez desorientações. Você precisa encontrar novas maneiras de dizer coisas velhas (veja as parábolas). Você precisa encontrar odres novos. Você precisa cantar uma canção nova. Estudos neurológicosdescobriram que a familiaridade estimula o cérebro esquerdo. Novidade estimula o cérebro direito. Precisamos de ideias do lado direito do cérebro para capturar a imaginação da Igreja e do mundo.

Fonte: Mark Batterson

Herói da Comunicação na Igreja: Martin Luther King Jr.

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“Uma das grandes tragédias da vida é que os homens raramente ultrapassam o abismo entre a prática e a profissão, entre fazer e dizer.”-Martin Luther King Jr.

Uma das maiores lições de Martin Luther King Jr. é que ele entrou em ação. Ele não se escondeu atrás de um púlpito. Ele fez algo.

–       Provocada pela posição de Rosa Parks contra as leis de Jim Crow, King liderou o boicote aos ônibus de Montgomery, 1955. Cerca de 90 líderes, incluindo King, foram indiciados durante o boicote, mas eles fizeram disso um ato de desafio. “Eu estava orgulhoso de meu crime”, disse King. “Foi o crime de juntar meu povo em um protesto não-violento contra a injustiça.”

–       No Domingo Sangrento, 7 de março, 1965, soldados do estado de Alabama atacaram manifestantes de direitos civis com bombas de gás lacrimogêneo, cassetetes e cavalos de carga, quando tentavam atravessar a ponte Edmund Pettus. King não estava presente naquela marcha, mas declarou: “Se eu tivesse alguma ideia de que as tropas estaduais usariam o tipo de brutalidade que usaram, eu teria me sentido obrigado a desistir de meus deveres da igreja para liderá-los.” Ele estava lá, dois dias depois de liderar uma marcha cerimonial e novamente duas semanas depois, quando a marcha recomeçou com a proteção de uma ordem judicial.

–       Em 1966, King e Ralph Abernathy mudaram-se para os subúrbios de Chicago para demonstrar seu apoio e empatia para com os pobres.Eles marcharam contra a segregação nas políticas de habitação e durante uma marcha foram recebidos por uma multidão zombando, jogando pedras, garrafas e rojões. King foi atingido na cabeça por uma pedra, um de 30 feridos. Sua resposta: “Eu tenho que fazer isso, me expor para expor este ódio”.

Mas agir nunca é fácil. King foi preso 29 vezes. Sua casa foi bombardeada. Sua vida foi ameaçada várias vezes, e ele acabou sendo assassinado.

Comunicar uma mensagem é uma coisa, mas apoiá-la com ação sempre é necessário. Nós não podemos chamar as pessoas a amar o próximo, enquanto nos sentamos sem fazer nada. A lição de Martin Luther King Jr. é que ele não apenas comunica a sua mensagem, mas ele trabalhou para concretizá-la. É o exemplo de sua vida e um desafio que ele colocou na porta da igreja:

“A igreja deve ser lembrada que não é o mestre ou o servo do Estado, mas sim a consciência do estado. Ela deve ser o guia e o crítico do Estado, e nunca a sua ferramenta. Se a igreja não recapturar seu zelo profético, ele vai se tornar um clube social irrelevante sem autoridade moral ou espiritual. Se a igreja não participar ativamente da luta pela paz e pela justiça econômica e racial, ela vai perder a lealdade de milhões e levar homens de todos os lugares a dizerem que atrofiou a sua vontade. Mas se a igreja vai libertar-se dos grilhões de um status quo mortal, e, recuperando a sua grande missão histórica, vai falar e agir sem medo e com insistência, em termos de justiça e de paz, que irá incendiar a imaginação da humanidade e colocar fogo as almas dos homens, imbuindo-os com um amor brilhante e ardente pela verdade, justiça e paz. Homens de longe e de perto conhecerão a igreja como um grande companheirismo de amor que fornece luz e pão para os viajantes solitários à meia-noite”.

Em sua “Carta da Prisão de Birmingham ” King expressou sua decepção com os cristãos moderados que condenaram a violência que eclodiu fora do Movimento dos Direitos Civis:

“Todos os muitos outros têm sido mais cautelosos do que corajosos e permaneceram em silêncio por trás da segurança anestesiante de vitrais”.

Que não sejamos nós.

 

Educomunicação – Ela pode mudar o ensino na sua igreja

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Educomunicação é a união da Educação com a Comunicação – mas isto você já deve ter percebido!

A questão é: Como ela funciona?

A ideia é utilizar tecnologias e linguagens das mídias para que as pessoas se expressem, aprendam e sejam transformadas. Mas ‘utilizar as tecnologias’ não significa apenas usar um vídeo durante sua aula na escola dominical, e sim estimular seus alunos a produzir um vídeo sobre o assunto dado.

Assim, na Educomunicação o processo de criação é mais importante do que o produto final, pois é nesta etapa que as transformações pessoais acontecem. E o meio que escolhemos para ilustrar um ensinamento não é o principal, mas sim como as pessoas envolvidas assimilam a informação.

Quando um grupo de alunos produzem uma mídia, trabalham em suas atitudes, comportamentos, valores e decisões considerando as relações uns com os outros e com o conteúdo aprendido na sala de aula/templo.

As possibilidades são imensas, mas aqui vão algumas dicas de mídias que seus alunos podem produzir em grupo:

  • Vídeos
  • Fotografias
  • Podcasts
  • Blogs
  • Redes sociais
  • Teatro

Você já fez algo parecido em sua igreja?

Tem outras ideias para uma aula criativa?

Autor(a): Joice Atique

James Martin: O “Porquê” Antes do “O quê”

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Gostamos de aprender com quem trabalha com comunicação na igreja todos os dias! E por isso estamos iniciando uma série de entrevistas com estas pessoas. Confira a primeira:

James Martin é o presidente da Monk Development, e pastor de casamento e família na Igreja The Resolved em San Diego e um ex-policial.

Qual foi a coisa mais emocionante que você viu igrejas fazendo para se comunicar no ano passado?

James Martin: Colocar o pensamento Nele! Mais e mais estou vendo igrejas perguntarem “porquê” antes de saltar para “o quê” nos seus sites e outras iniciativas online. Um plano estratégico e visão unificada em toda a organização é, obviamente, a melhor maneira de começar. Infelizmente, as igrejas são muitas vezes lentas para adotar este pensamento. Elas entram em um site ou rede social on-line e tratam como um catálogo com vários ministérios competindo por espaço. Estou bastante animado em ver que muitas Igrejas têm descartado esse método e parado para analisar sua estratégia. Sua presença online deve refletir um conjunto de objetivos comuns e ser desenvolvida para envolver as pessoas nos ministérios. Comunicar não é apenas passar mensagens…  Mas engajar, conscientizar, fazer discípulos!

Qual é a tecnologia recente que as igrejas estão usando de forma errada?

James: Na minha humilde opinião, acho que as igrejas não estão usando as mídias sociais ou móvel de maneira correta. Parece que estamos atrasados em ambos.

O que as igrejas podem fazer para se conectar melhor com as pessoas?

James: Escutar. Encontrar as pessoas onde elas estão e ouvir suas histórias. Há sempre uma maneira de trazê-los de volta a verdade do evangelho, compartilhando a mensagem de esperança entrelaçada com a história que eles trazem. Theodore Roosevelt disse: “Ninguém se importa com o quanto você sabe, até saberem o quanto você se importa”.

Como as igrejas podem utilizar corretamente o marketing?

James: Ótima pergunta. Marketing geralmente passa uma imagem ruim de comercialização. Muitos na liderança podem simplesmente não entender o propósito e/ou não confiar nos processos deste ministério. É preciso comunicar o “porquê” por trás da mensagem e garantir que todos estejam de acordo com a visão e os objetivos da organização. Em minha experiência, descobri que fico ansioso para falar de Jesus para as outras pessoas mas falho em falar com Jesus sobre as pessoas… É importante lembrar disso também. Qualquer iniciativa boa da igreja deve começar em nossos joelhos. Alguns líderes sentem isso, mas não são capazes de expressá-lo.

O que você vê no caminho para o Centro de Comunicação da Igreja – CFCC – especificamente e de comunicação da igreja em geral?

James: Estou animado para fazer parte de CFCC e o futuro é brilhante que terá. Estamos falando no conselho sobre várias formas de trabalhar uma organização para trazer os líderes e pensadores juntos para resolver os problemas da comunicação. Eu sei que se fizermos isto bem, o valor será evidente e juntos poderemos crescer mais.

Fonte: Church Marketing Sucks

Culto online: Por quê?

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A igreja, como todos nós, anda um tanto quanto obcecada por tecnologias. Queremos receber o boletim no celular, ler o conteúdo do estudo no blog e ter todas as versões da bíblia em nosso tablet. Não me entenda mal, eu amo tudo isso! Mas vez ou outra é sempre bom fazer a pergunta: ‘Por quê?’.

Uma das modas que mais se espalha pelas igrejas hoje é o streaming ao vivo do culto. Pode ser uma igreja de 5 mil ou 50 membros, todas querem ter seus cultos transmitidos na web. Mas, por quê?

É fácil comparar a sua igreja a uma mega-igreja gringa e apontar tudo o que você acha que precisa ter para chegar ao mesmo nível tecnológico. Isso não é necessariamente errado, mas se você se concentrar no show que está sendo apresentado, pode esquecer o que é realmente importante.

A pergunta que toda igreja deve se fazer é: Como podemos ampliar o alcance de nossos cultos além das quatro paredes da igreja? Isto é o que o culto online tenta fazer. Fornecer uma maneira de se conectar com aqueles que não estão fisicamente presentes. É uma forma de responder ao chamado de Cristo “para ir e fazer discípulos de todas as nações.” Mas é UMA forma. Missões transculturais e envolvimento com o seu bairro ainda fazem parte do trabalho ;).

Então, a partir deste entendimento, como a sua igreja pode usar a tecnologia para compartilhar e experimentar Cristo além do templo?

Joice Atique

Comunicação na Igreja: Você não está sozinho!

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Você trabalha com comunicação na igreja e se sente sozinho? Não tem ninguém para compartilhar suas ideias? Seus companheiros de profissão não entendem seus objetivos não comerciais… E os membros da sua igreja adoram comic sans?

Não se preocupe! Agora você tem o local ideal para receber feedback do seu trabalho – e sabemos que isso pode fazer toda a diferença!

A Church Marketing Sucks iniciou um grupo online para compartilhar e criticar materiais de marketing da igreja (Sim, é em inglês, mas nada que o google translate não dê jeito!). Este grupo está hospedado no Flickr e permite às pessoas compartilhar seus trabalhos, oferecer feedback e melhorar a comunicação da igreja. É o poder da web contribuindo mais uma vez para a nossa missão!

Além da participação de uma grande comunidade, também há a contribuição de um grupo altamente qualificado de profissionais e designers da igreja que frequentam o Laboratório oferecendo suas experiências e inspirações.

Então visite o grupo agora, e faça disso uma rotina 😉

Joice Atique

Chato x Divertido no mundo da comunicação

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Não importa o quão divertido e emocionante o seu trabalho possa ser. Às vezes, ele é chato. Na comunicação isto não é diferente!

Você se ofereceu para ajudar sua igreja na área de comunicação, todo animado com as perspectivas e cheio de planos! Mas a realidade tornou-se enfadonha e o seu interesse não resistiu ao desânimo. Há um atrito entre a diversão e o tédio.
Não vou compartilhar aqui estratégias, ou algo do tipo ‘cinco passos para combater o tédio’ – eu sei o quanto você gosta disto, mas simplesmente não posso fazer!

Mas vou dar um conselho: volte ao básico! Qualquer atividade criativa precisa ter um propósito, ou ela perderá o sentido. Volte para Deus. Volte para as pessoas. Volte aos livros e à arte que inspiram você. Como estamos continuamente nos enchendo de trabalho, só poderemos lutar contra o tédio se encararmos o chato com a atitude apropriada. Aí, talvez, ele não parece tão chato.

Algumas dicas podem te ajudar:

  • Assistir os cultos
  • Orar e estudar a Palavra de Deus
  • Discipular pessoas
  • Manter-se informado
  • Experimentar a arte

Steve Fogg disse: “Eu não relaciono a palavra ‘chato’ com o que faço. Se algo… é chato, mas informativa e passa a nossa mensagem… é lucro!”
E você? Como você está lidando com o tédio no seu trabalho?

Autor: Joice Atique (inspirado na série Fun x Boring)

Herói da comunicação da igreja: Antoinette Brown Blackwell

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“Uma coisa é certa. Eu não tenho medo de agir como minha consciência dita, não importa o que o mundo pode achar … ” – Antoinette Brown Blackwell (1825-1921)

Como a primeira mulher a ser ordenada como ministro nos Estados Unidos, Antoinette Brown Blackwell propôs que acreditar era agir.  Sua vida demonstrou, assumidamente, sua crença de que a justiça social e a fé devem coexistir em mais do que apenas palavras. Como palestrante, ela viajou o país defendendo as questões da reforma, incluindo os direitos das mulheres e a escravidão.

Para Blackwell, falar não era o suficiente. Ela passou um ano nas favelas e prisões da cidade de Nova York, servindo as pessoas de lá enquanto estudava como doenças mentais e desordem social afetavam a pobreza. Mais tarde, ela escreveu uma série de artigos para o New York Tribune sobre a lacuna entre o cristianismo que a igreja de seus dias pintava e a vida na pobreza que era a realidade de muitos nas ruas das cidades.

Falar e escrever eram mais do que apenas um trabalho ou plataforma para Blackwell. Dando seu último sermão aos 90 anos de idade e testemunhando a emenda de 19 permitindo que votasse aos 95 anos de idade, ela permaneceu envolvida ativamente em questões de reforma, até sua morte.

Crença e Ação

Acho que Blackwell descobriu o que muitos de nós desejamos – aquele lugar onde o nosso chamado, nossas paixões e as necessidades do mundo se cruzam.

Blackwell não apenas falava sobre as questões de justiça social de seu tempo, ela acreditava que a ação era necessária para que o resultado fosse mudanças duradouras e não apenas uma solução temporária.

Eu me pergunto quantas vezes deixamos de ter essa abordagem hoje. Não me interpretem mal, proporcionar às pessoas ajuda imediata e tangível na forma de uma cama quente ou um casaco ou uma refeição ou água limpa, é bom e necessário. Mas, se isso é o mais profundo que vamos, eu acho que nós estamos estabelecendo mudanças temporárias, e não permanentes.

Justiça social tornou-se uma espécie de palavra da moda em nossas igrejas hoje. Às vezes eu sinto que toda vez que eu me viro há uma nova organização sem fins lucrativos. Embora isso possa parecer uma nova tendência, você não tem que estudar muito para descobrir que não é. A crença de que a fé não pode ser divorciada da justiça social tem sido parte da igreja cristã durante séculos, mas acho que em muitos casos ela olhou significativamente diferente do que agora.

Expressando mais do que o mundano

Antoinette Brown Blackwell tinha uma voz. Você tem uma voz. Mas, mais importante, como um comunicador, a você foi dada a responsabilidade de administrar a voz de sua igreja. É fácil esquecer essa maior responsabilidade quando chegar ao domingo pode parecer uma rotina monótona de edições, tweets, atualizações no Facebook, boletins, design e formatação de newsletter.

Quero incentivá-lo a pensar além de soluções temporárias.  A agir sobre essas coisas que você é apaixonado, não importando o que o mundo possa pensar. E lembrar que, como um comunicador da igreja você é um administrador de uma voz muito maior do que a sua própria, porque é a voz de dezenas, centenas, para alguns de vocês até milhares de indivíduos.

 Como você pode traduzir essa voz em ação?

Pastor Ariovaldo Ramos lança seu primeiro E-book

Autor de livros como “Lutando pela Igreja” e “Ação da Igreja na socidade”, lançou agora um E-book gratuito para nós internautas. O título é “Romanos: Uma carta para a Cidade!”. O projeto foi desenvolvido em parceria com o Ministério Sepal Digital.

Segue o link para o arquivo: https://www.dropbox.com/s/rcteps8ppvot7tt/Romanos_Ariovaldo_RamosEBOOK_.pdf

Herói da comunicação da igreja: Vincent van Gogh

Em algum momento na escola, quando a minha apreciação de obras de arte começou a transcender X-Men e quadrinhos, fiquei encantado com o trabalho de Vincent van Gogh. Quanto mais eu penso sobre sua vida e trabalho, mais eu acho que ele é digno de consideração nesta série ‘Heróis da Comunicação da Igreja”.

É claro, o perigo na apresentação de Van Gogh como um herói é que ele não era qualquer coisa do tipo, pelo menos no sentido tradicional.

Vincent não era Jesus, obviamente, ou a Madre Teresa ou Superman, ele não poupou ninguém de perigo mortal enquanto irradiava virtude. Talvez o heroísmo de van Gogh se assemelhe mais ao Hancock do Will Smith do que o Man of Steel do George Reeves. Afinal, Vincent era um artista temperamental e enigmático que às vezes desmentiu a igreja, uma vez cortou sua própria orelha, e pode ter se matado com a idade de 37.

Por que então temos de olhar para Van Gogh para a inspiração? Bem, aqui está o que eu gosto sobre o cara:

Ele era uma bagunça, mas pelo menos ele nunca fingiu não ser. Há um monte de nós na igreja moderna – inclusive eu – que são conhecedores na gestão de percepção. O fato é que quando você trabalha em comunicações da igreja é tentador projetar a imagem de um confidente, cristão competente, quando a verdade não é bem assim. Vincent, por sua vez, não escondeu o fato de que ele era um pouco desequilibrado.

Ele lutou através da rejeição. As duas primeiras exposições de Van Gogh foram para seu tio, que ficou descaradamente desapontado por ambas. Como resultado, Vincent passou anos procurando sua voz. Seu estilo/técnica foi desenvolvida ao longo de anos. Se este tipo de dedicação foi o necessário para Vincent, por que seria diferente para nós? Para mim, sabendo que o grande Vincent van Gogh não foi um sucesso imediato significa que a grandeza é um subproduto, não um presente.

Ele aperfeiçoou sua arte. Obviamente, isto é uma extensão do pensamento anterior, mas vale a pena mencionar. Vincent passou anos estudando e praticando e submetendo-se à crítica, a fim de desenvolver sua capacidade. Isso foi trabalho de anos, o que deve nos dar um pouco de determinação.

Ele era prolífico. Eu vou deixar a Wikipedia falar sobre este: “Ele produziu mais de 2.100 obras de arte, composta de 860 pinturas a óleo e mais de 1.300 aquarelas, desenhos, esboços e gravuras.” E tenha em mente, que ele teve uma carreira relativamente curta. Para Vicente, a arte era trabalho. Temos de ser inspirados por Vicente, dia após dia. Perfurar o relógio, cortar a madeira e produzir algo.

Ele não recebia o que lhe era devido. Vicente morreu jovem, como eu mencionei, então ele não viveu para ver o tamanho de sua fama. Ele não chegou a ver os seus quadros vendidos por milhões. Ele não chegou a ver as multidões que se reúnem em mais prestigiados museus do mundo, a fim de ver o seu trabalho. Ele nunca chegou a comprar um mouse pad da Starry Night. E você sabe o que? Sim, ele queria respeito – todos nós queremos. Mas ele não estava correndo atrás de fama, ele estava correndo atrás de beleza. Comunicadores da igreja são muitas vezes heróis anônimos, isto te incomoda?

Ele entendeu o que são a arte e a criatividade. No The Divine Commodity, Skye Jethani explica o alto padrão de Vincent para a arte e os artistas: “Van Gogh tinha pouco respeito pela fotografia. Ele considerou uma forma de arte sem vida e abominável. Ele disse que a mesma coisa sobre pintura que procurou imitar precisamente o que os olhos viram. ” Jethani continua a dizer, “Vincent acreditava que a arte deve fazer mais do que apresentar a realidade , que deve representar a realidade, descobrindo a verdade que não é visível a olho nu.” Se o óbvio é óbvio, não perca seu tempo com ele – mostre às pessoas o que é verdadeiro, mas não aparente.

Ele era, de certa forma, um profeta. Vincent usou o que se tornaria sua obra mais famosa para pregar e profetizar. Ele queria retratar a proximidade de Deus no mundo ao seu redor, assim como desafiar a igreja pois sentiu que ela não incorporava mais essa proximidade. Aqui está Jethani de novo: “… Starry Night retrata as paisagens da alma de Van Gogh mais do que a paisagem circundante Saint-Remy, na França. O azul profundo do céu foi usado por Vincent para representar a presença infinita de Deus, e os corpos celestes são de cor amarelo- que é a cor do amor sagrado para Van Gogh. A luz divina das estrelas é repetido na aldeia abaixo, cada casa iluminada com o mesmo calor amarelo. Para Vicente, a presença amorosa de Deus nos céus não era menos real sobre a terra. “E aqui é onde a crítica vem: “Mas há um edifício na aldeia imaginária de Van Gogh, sem luz, sem presença divina, a Igreja”.

Vincent van Gogh era selvagem, confuso, obsessivo e apaixonado. E às vezes auto-destrutivo. E ainda com tudo o que disse, eu ainda acredito que há o suficiente na vida dele para merecer o status de herói da comunicação da igreja.

Fonte: Church Marketing Sucks

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