Arquivo da categoria: Comunicação e Tecnologia

Por que a mídia social não é ensinada nas escolas brasileiras?

Minha filha Melanie está saindo da pré-escola. Tão linda. Fase de descobertas, de cinco para seis anos. Pois bem, semana passada fui visitar algumas escolas aqui em Curitiba pensando numa transferência. Fizemos uma tour por todas as escolas, conhecendo salas, ginásio de esportes, campo de futebol, bosques, laboratórios. Sempre me via obrigado a fazer a mesma pergunta: e a sala de informática? Algumas com equipamentos mais modernos, outras nem tanto. Mas o que foi unânime em todas elas foi o orgulho das pessoas em falar “mas o acesso é bloqueado, viu? Nada de Orkut e essas porcarias!”

Porcarias?

Nota-se ainda muita resistência de professores e instituições no uso de mídias sociais como forma de educação, mas também se vê uma enorme fonte de possibilidades para transformar algo que muitos consideram problemas em verdadeiras inovações educacionais.

Atualmente, há uma grande separação entre os meios de comunicação social e nosso sistema de ensino. Poucos professores fazem algo  para integrar ferramentas de mídia social em sala de aula. Facebook, Twitter e Flickr não são apenas formas de estudantes matarem aula, são ferramentas importantes em todos os setores.

Eu, por exemplo, uso meu Twitter como fonte de pesquisa, sigo pessoas e veículos referências na minha área e me mantenho atualizado a cada segundo com novidades relevantes, além de ser um palco para discutir assuntos acadêmicos, substituindo os antigos fóruns. Esses só são alguns exemplos de como podemos usufruir do cotidiano digital dos alunos como forma educacional.

A Com8s, que significa colegas, é o nome de uma rede social colaborativa, desenvolvida por brasileiros, destinada a professores e alunos. Neste ambiente, professores e alunos podem compartilhar documentos, criar grupos de estudo, realizar videoconferências, criar calendários de provas e participar de discussões sobre temas de interesse comum, em tempo real. Tudo isso com acesso gratuito.

Dentre os benefícios da ferramenta estão o estímulo à geração de conteúdos, o compartilhamento de ideias e interesses, a colaboração mútua, o enriquecimento da comunicação, otimização de tempo e a facilidade no processo de aprendizado.

YouTube proibido

Fui recentemente conversar com uma amiga em uma grande Universidade de Curitiba, e pasmem: o YouTube é proibido para alunos de publicidade. Hum? Alunos de publicidade? Sem YouTube? Achei tragicômico!

A forma abreviada de comunicação em 140 caracteres não é uma representação de uma falta de conhecimento, é completamente o oposto. Um tweet representa um bom uso possível de palavras.

A educação no Brasil é um processo muito formal. Os alunos leem o texto, fazem anotações e escrevem furiosamente em um esforço para pegar tudo o que o professor diz. Só recentemente, em algumas instituições,  os alunos foram autorizados a usar computadores na sala de aula.

E o SlideShare? Quer melhor mídia social para a educação? Por que as empresas e instituições educacionais compartilham poucos conteúdos sobre seus serviços e produtos no SlideShare? As mídias sociais devem estar integradas e a melhor maneira de seu consumidor conhecer seu produto ou serviço é uma bela apresentação explicando detalhadamente seus conteúdos.

Por que os administradores de instituições educacionais e professores não fazem um esforço para incorporar ferramentas de mídia social em planos de aula? Educação e meios de comunicação social não podem mais ser mutuamente excludentes. Quem sabe os filhos da Melanie não possam viver essa realidade no Brasil?

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Dica: Como otimizar um vídeo para YouTube e aumentar suas visualizações

Editar ou converter um vídeo e enviar para o YouTube pode ser uma confusão para quem está dando seus primeiros passos na área e ainda não conhece muito sobre os formatos atuais.

Se você grava vídeos em alta definição, é inevitável se deparar com arquivos que pesam centenas de megabytes. Será que não existe uma forma de comprimir esse arquivo sem prejudicar a qualidade? E na hora de salvar um vídeo editado, qual é o melhor formato? O que é exatamente a resoluçãotaxa de dados, número de quadros por segundo e quanto esses elementos pesam no produto?

Dúvidas como esssa são muito comuns e, por isso, estamos postando um vídeo divertido e explicativo sobre… vídeos !. Abaixo, você entenderá mais sobre o melhor formato para distribuição, um passo-a-passo sobre o que pesa num arquivo de vídeo, uma boa ferramenta para converter seus vídeos e dicas para que seu vídeo seja encontrado no YouTube depois de publicado.

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Venda de e-books para Kindle já supera a de livros impressos

Desde abril, para cada cem livros impressos são vendidos 105 livros eletrônicos; na comparação com 2010, venda de e-books triplicou.

A Amazon.com anunciou nesta quinta-feira (19/5) que já vende mais livros eletrônicos no formato Kindle que livros impressos. Além disso, seu Kindle with Special Offers, leitor de e-books que traz anúncios publicitários, lançado recentemente, é o mais vendido da linha.

“Os clientes estão escolhendo os livros Kindle com mais frequência que os livros impressos. Tínhamos grandes esperanças de que isso ocorreria em algum momento, mas nunca imaginávamos que seria tão rápido”, disse o CEO e fundador da Amazon.com, Jeff Bezos, em comunicado.

A Amazon.com informou que desde 1.º de abril, para cada cem livros impressos, são vendidos 105 livros no formato Kindle. A soma inclui livros nos formatos tradicional e capa dura e deixa de fora os livros eletrônicos gratuitos. “Se fossem incluídos, os números seriam ainda maiores”, diz o comunicado.

Como de costume, a empresa não apresentou números absolutos de vendas.

“O tremendo crescimento das vendas de livros Kindle, combinado com o crescimento contínuo das vendas de livros impressos, resultou na maior taxa de crescimento dos negócios de livros da Amazon.com nos Estados Unidos, tanto em unidades como em dólares, dos últimos dez anos”, afirmou a empresa.

A Amazon.com revelou ainda que o Kindle with Special Offers, versão do leitor de e-books que exibe anúncios publicitários, já é o modelo mais vendido – ele foi lançado há cinco semanas ao preço de 114 dólares.

Além disso, o número de e-books vendidos nos primeiros meses de 2011 supera o total para o mesmo período de 2010 em mais de três vezes.

Pelos números da Amazon.com, o acervo de e-books da Kindle Store supera os 950 mil títulos. Desses, mais de 790 mil custam 9,99 dólares ou menos. Nos últimos cinco meses, mais de 175 mil livros foram incluídos no acervo.

Dicas: Conheça editores de texto que ajudam você a manter a concentração

Há 15 anos que ganho a vida escrevendo, e aprendi pelo menos uma boa lição nesse período: na nora de escrever, a concentração é crucial. Mas em nosso universo online repleto de distrações, onde o ruído das redes sociais nunca cessa, a concentração é a principal vítima a cada janelinha de mensagem instantânea que “pipoca” em nossos desktops. Então, quando eu preciso evitar as distrações e colocar as idéias na tela, uso um editor de textos feito sob medida para a tarefa.

Ferramentas de texto que prometem livrá-lo das distrações são um poderoso antídoto para o verdadeiro caos digital que ocupa os cantos de nossos monitores. Ao ocultar todas as outras janelas e lhe permitir focar em nada mais além do espaço em branco à sua frente e as idéias na sua cabeça, estas ferramentas criam um ambiente de trabalho que promove a claridade mental.

Chamar estas ferramentas de “processador de textos” é quase um absurdo. A maioria oferece pouco em termos de recursos de formatação, e isso é proposital. A idéia é lhe dar o espaço necessário para que você possa expressar seus pensamentos em sua forma mais simples. Simplesmente tirá-los da cabeça e colocá-los na tela. Depois que isso estiver feito, você pode exportar o resultado para o Word ou qualquer outro processador de textos e mudar as fontes, adicionar gráficos e embelezar o texto ao seu gosto.

No Windows, meu aplicativo favorito nesta categoria é o WriteMonkey. Gratuito, ele ocupa a tela inteira e lhe dá apenas as ferramentas de edição mais básicas, mas tem várias opções de personalização em um menu contextual acessível com um clique do botão direito. Você pode mudar o esquema de cores do texto e do fundo da tela, por exemplo, criando uma combinação que ache reconfortante e condutiva à criatividade.

Embora eu não me preocupe com a formatação quando estou escrevendo a primeira versão de qualquer texto, o WriteMonkey suporta alguns comandos de formatação padrão, como *texto* para colocar a palavra “texto” em negrito, e _texto_ para itálico.

WriteMonkey: interface simples elimina as distrações

Outra boa opção para o Windows é o Dark Room, que é – o próprio desenvolvedor reconhece – uma réplica de uma outra ferramenta popular entre os usuários de Mac chamada WriteRoom. O Dark Room é consideravelmente mais simples que o WriteMonkey, e oferece menos opções de personalização, mas é tão bom quanto para colocar suas idéias “no papel”. E para usuários que não se importam com opções extras e querem simplesmente escrever, a simplicidade extra é uma vantagem.

Mas o meu editor de textos livre de distrações favorito é o OmmWriter, que tem versões para Windows e Mac. Ele tem alguns recursos realmente interessantes que ajudam o usuário a focar na tarefa. Fundos de tela simples, como uma tela branca com uma árvore sem folhas evocando uma paisagem de inverno, dão aos seus olhos algo além de palavras para satisfazer sua visão periférica sem adicionar distrações. Ele também inclui sons ambientes como sinos e ruído branco (que simula chuva ou o barulho do mar) que criam uma atmosfera “Zen” e imersiva. Passar uma hora ou duas com o OmmWriter é quase uma experiência meditativa.

O WriteMonkey tem suporte a alguns plug-ins de áudio, mas em minha experiência eles ainda não funcionam muito bem. Espero que o desenvolvedor melhore este recurso logo.

Não importa a ferramenta que você escolher, vale a pena experimentar um editor de textos livre de distrações na próxima vez em que você realmente precisar se concentrar em escrever. Apesar de simples, estas ferramentas trasnformaram completamente meu processo de escrita.

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Crise econômica faz crescer o número de jovens no cibercrime

Segundo a União Européia, os estudantes de tecnologia estão sendo recrutados diretamente nas escolas e faculdades.

O cenário de crise econômica mundial tem um impacto direto no crescimento do cibercrime. É o que afirma a agência de investigação da União Européia, a Europol.

Em um estudo recente conduzido pela organização sobre o crime organizado, ela destaca que o momento econômico tem levado um número cada vez maior de jovens com conhecimentos sobre tecnologia a ingressar em gangues de crackers.

“E um número crescente de desempregados da Europa deve se engajar no cibercrime nos próximos anos”, ressalta a Europol no documento. A agência destaca que estudantes estão sendo recrutados diretamente nas escolas por organizações criminosas.

No estudo, também é destacado o fato de que a Internet se tornou uma ferramenta de comunicação, informação, venda e recrutamento para o crime organizado, facilitando práticas como tráfico de drogas, pirataria, pedofilia, imigração ilegal e  até tráfico de seres humanos.

A Europol afirma que os sistemas de Internet Banking permitem que organizações criminosas movam com certa facilidade bens de um país para outro e aponta que os sistemas de apostas online e moedas virtuais para games também estão sendo usados para lavagem de dinheiro. “A economia do crime está mais sofisticada, com provedores de serviços especializados para crackers (criminosos da Internet), com oferta, por exemplo, de grandes volumes de dados de cartões de crédito”, destaca o relatório.

Segundo dados da McAfee, especializada em segurança, as perdas corporativas mundiais por conta do cibercrime estão estimadas em  1 trilhao de dólares por ano. Atualmente há mais de 150 mil programas nocivos em circulação e cerca de 150 mil PCs são infectados todos os dias.

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Usuários que discriminaram nordestinos no Twitter podem ser processados

Se na manhã da última quarta-feira (11/05) mensagens antissemitas começaram a se espalhar pelo Twitter – por conta da decisão do Governo de São Paulo de não mais construir uma estação de metrô em Higienópolis – à noite a polêmica recaiu sobre outro tipo de preconceito: contra nordestinos.

Mais uma vez, a discussão na rede social teve início com um único tuite, enviado pela usuária @_AmandaRégis:

“Esses nordestinos pardos, bugres, índios, acham que têm moral, cambadas de feios. Não é a toa que não gosto desse tipo de raça”, afirmou.

Inicialmente, poucos internautas tiveram semelhante atitude – ao contrário do que aconteceu logo após a eleição de Dilma Rousseff, no fim do ano passado. Mesmo assim, a palavra-chave #orgulhodesernordestino chegou à liderança do trending topics nacional. Já #Amanda Régis alcançou a segunda colocação no Brasil e a nona no mundo.

“Meu Deus” foi a primeira atualização da usuária nesta quinta-feira (12/05). Surpreendida, provavelmente, com a repercussão que seu comentário tomou.

Pouco depois resolveu desculpar-se: afirmou ter agido por impulso por causa do jogo do Flamengo – a equipe perdeu para o Ceará pelas quartas-de-final da Copa do Brasil – admitiu que não deveria ter falado algo do tipo e se comprometeu a assumir as consequencias do ato. “Vou sumir daqui (Twitter) por um bom tempo”, disse por fim.

Outros dois usuários que fizeram comentários parecidos já excluíram suas contas. O internauta @lucianfarah77 afirmou que os nordestinos “são a desgraça do Brasil” e os chamou de retardados. Já @alinepetrini, mesmo sabendo de seu erro, insistiu: “Já disse um trilhão de vezes que sou preconceituosa com nordestinos (eu sei que isso não é bom). Ô povo nojento até de boca fechada”.

Reação
A Ordem dos Advogados do Brasil do Ceará (OAB-CE) anunciou que entrará com notícia-crime no Ministério Público Federal ainda hoje. Denunciará Amanda Régis e Lucian Farah por injúria qualificada e discriminação.

Renato Opice Blum, advogado especializado em direito eletrônico e digital da Opice Blum Advogados, alerta para o fato de que são dois enquadramento penais distintos. Enquanto o primeiro “ofende a honra subjetiva e tem de ser direcionado a uma pessoa específica” – como no caso em que o jogador argentino Desábato chamou Grafite, à época jogador do São Paulo, de “macaco” – o segundo atinge uma coletividade, como raça, cor, etnia, religião e procedência nacional.

Para ele, a possibilidade de os dois acusados serem condenados por discriminação é maior do que por injúria. Nesse caso, poderiam pegar até cinco anos de prisão, já que o crime foi cometido a partir de um meio de comunicação.

A possível pena, no entanto, dificilmente passaria de quatro anos, disse o advogado. Além disso, os réus não iriam para a cadeia, mas ficariam em prisão domiciliar. Essa decisão, aliás, quanto a que tipo de regime os acusados teriam que se submeter, é posterior à condenação, e obedece a artigos bastante técnicos.

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Você é criativo?

Semana passada recebi o vídeo de um grupo de cristãos que usou iPads como instrumentos musicais dentro da igreja.

Como gosto de tudo relacionado a novas tecnologias, eu assisti. Gostei tanto que estou compartilhando com vocês (veja o video abaixo)! Não perca o final, é a melhor parte…

North Point’s iBand from North Point Web on Vimeo.

Eu frequentemente fico maravilhada com a criatividade de Deus – as montanhas, o oceano, plantas, animais… – Ele não é chamado de ‘Criador’? A Bíblia enfatiza que “desde a criação do mundo Seus atributos invisíveis – o seu eterno poder, a sua divindade – se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas” (Rm 1.20).

A criação de Deus é tão variada e maravilhosa. Além disso, se você ler o último livro da Bíblia, vai descobrir um ceu extraordinário que vai além de tudo que pensamos. Que criatividade!

Sim, Deus é um criador, e Ele nos convida a ser como Ele, pois fomos feitos a sua imagem. Mesmo Deus sendo tão criativo, nós sempre tentamos encaixar nosso louvor em um contexto organizadinho que não deixa muito espaço para inovação.

Neste video, esses cristãos colocaram em prática a criatividade para tocar e cantar. E eu acredito que desta maneira eles estão começando a alcançar uma nova geração.

Sua igreja também compartilha o evangelho com criatividade? Compartilhe conosco!

Vi Aqui |Traduzido por Joice Atique

Criticar marcas nas redes sociais é trollar?

Recentemente participei de um painel no youPIX Festival, cujo tema perguntava qual a razão de os trolls serem importantes. O assunto me pegou de surpresa, porque nunca imaginei que os trolls pudessem ter algumaimportância. Mas como esse adjetivo é algo relativo prá caramba, saí em busca de uma possível contribuição positiva de um estereótipo tão nocivo às comunidades online.

Ao meu lado, na discussão, estavam Demi Getschko (NIC.br), Bruno Tozzini (DM9), Wagner Mr. Manson Martins (Espalhe) e Éden Wiedemann (F.biz), sob a moderação o Alexandre Matias (Estadão).

Como a maioria do time vem da publicidade, a discussão naturalmente enveredou para o “xingar muito no Twitter”. Casos recentes como Brastemp, Renault e Arezzo foram citados como episódios delicados para quem trabalha com gerenciamento de marcas nas redes sociais.

É aí que pergunto: manifestar insatisfação a uma marca de modo massivo nas redes é trollar? Espia só um conceito amplo da coisa, by Wikipedia:

Um troll, na gíria da internet, designa uma pessoa cujo comportamento tende sistematicamente a desestabilizar uma discussão, provocar e enfurecer as pessoas envolvidas nelas.http://pt.wikipedia.org/wiki/Troll_%28internet%29

O usuário que critica uma empresa na sua timeline e noutros espaços do gênero, aos meus olhos, presta um serviço à marca. É quase o contrário da trollagem, que desvia o foco da discussão por motivo fútil e de modo agressivo. Tá certo que algumas críticas – como alguém da plateia lembrou do site ReclameAqui – também são agressivas. Mas quando têm fundamento real (problemas com produtos ou serviços) me parecem válidas e não vazias como o troll.

Se for para rotular a voz do consumidor nas redes sociais como trollagem, então vamos falar em “troll do bem”, se é que a contradição do termo não o inviabilize. Mas o “troll do bem” é o sujeito que dá o troco na mesma moeda. Lembro do projeto “O Grande Troll”, de uma dupla de comunicadores de Florianópolis. Eles lançaram o desafio para o público trollar os políticos que trollavam na época da campanha, em 2010. Não se trata de dar o exemplo, mas de mostrar a quem trolla o quanto é chato ter a timeline literalmente invadida (sem ter dado “follow” àquele sujeito) por mensagens tipo spam com números de urna e discursos em sequências imperdoáveis de tweets.

Minhas reflexões sobre a importância do troll seguiram outro caminho pré-evento – o do mal necessário, do fator desestabilizante capaz de imunizar ou pelo menos alertar os usuários de que as mídias sociais não são um mundo cor-de-rosa e que nossos followers podem nem sempre aplaudir o que postamos.

Mas não nego que o rumo que a discussão tomou foi prá lá de interessante.

E você, acha que xingar uma marca no Twitter, após ela ter pisado na bola com o consumidor pode ser considerado troll?

Por @AnaBrambilla

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Dicas: Cinco truques para você ter mais seguidores no Twitter

O Twitter se tornou uma das mais populares ferramentas quando se trata de alcançar um público, seja para promover conteúdo, se destacar como especialista em um determinado campo ou fazer contatos com outros usuários que possuam interesses similares.

Uma maneira de aumentarseu alcance na rede é obter mais seguidores, contudo isso não é tão simples quanto apertar o botão de “Follow” e esperar que a pessoa do outro lado faça o mesmo. A última pesquisa de Dan Zarrella (autor dos livros The Facebook Marketing Book e The Social Media Marketing Book e “cientista de marketing viral e de social media”) mostra o que as pessoas procuram no perfil de um usuário antes de segui-lo, e dá dicas de como aumentar as chances de outros usuários te seguirem de volta. Aqui estão cinco dicas do especialista para aumentar seu alcance, e do conteúdo que você posta, na rede.

1. Deixe que os outros saibam quem é você
Quando um usuário cria uma conta, o Twitter pede que ele complete seu perfil. Isso inclui inserir uma pequena descrição (chamada “bio”), um link e uma foto. Dê uma olhada em seu perfil para ver o que está faltando, aconselha Zarrella.

“Usuários que investem tempo [preenchendo o perfil por completo] possuem mais seguidores do que aqueles que não o fazem” completou. Sendo assim, coloque uma imagem, insira um link para seu blog ou webpage e escreva uma “bio” que faça com que os outros membros da rede social saibam quem estão prestes a seguir.

2. Chega de narcisismo
Geralmente, redes sociais como o Facebook e Twitter podem ficar saturadas com o tanto que os usuários falam de si mesmos – o que fizeram naquele dia, reclamações triviais, e assim por diante. Entretanto, de acordo com o cientista, se seu desejo for aumentar seus seguidores, é importante parar de falar de si.

“Imagine encontrar alguém em uma festa que não fez outra coisa se não falar sobre si mesmo durante toda a noite. Você gostaria de ouvir durante muito tempo?” questiona o especialista.

3. Diversifique seus tweets
Um dado interessante recolhido na pesquisa de Zarrella: usuários no Twitter com mais seguidores tendem a não responderem (no jargão da rede, fazer uma “reply”) tanto quanto aqueles com menor número de seguidores. Sendo assim, mesmo que você se sinta obrigado a responder toda vez que alguém envia uma @reply, não é necessário, de acordo com o especialista. Ao invés disso, equilibre as respostas com outro tipo de conteúdo – ou opte por um serviço de mensagens instantâneas.

4. Identifique-se autoritariamente
Mostre-se autoritário em sua “bio”, de maneira que sua descrição dê legitimidade a você e diga por quê as pessoas devem prestar atenção em você. Se você escreveu um livro, mostre que você é um autor, ou se fala muito, defina-se como falante, comunicativo.

“Um dos meus mitos favoritos é o velho ditado ‘não se chame de guru. Já ouvi e disse muitas coisas sobre isso de diversas maneiras, e, atualmente, sempre aparece alguém que sugere que o termo “expert e mídias sociais” não existe. Acontece que, tirando toda a ilusão e olhando os dados concretos, contas no Twitter que possuem a palavra “guru” tendem a possuir 100 seguidores a mais do que um perfil comum.

5. Não puxe os outros para baixo
Nem todo mundo teve um bom dia, portanto resista à tentação de liberar suas frustrações no Twitter, aconselha Zarrella. Tente manter sentimentos negativos como tristeza, agressividade de temas mórbidos mais distantes o possível. “Ninguém gosta de seguir uma depressão ambulante, e contas com muitos seguidores tendem a não fazer muitos comentários negativos” analisa o especialista. “Se você deseja mais seguidores, anime os outros e a si mesmo.

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10 erros comuns sobre mídias sociais

Encontrei essa “polêmica” lista e achei que era uma boa compartilhar aqui também. Existe muita informação equivocada sobre mídias sociais circulando por aí, e o pessoal do The Next Web reuniu os 10 erros mais populares sobre o assunto. Não concordo plenamente com a lista, mas é um bom início de discussão (coloquei minha opinião das duas questões que discordo). Bora?

1) No Twitter, todo mundo só fala sobre o que almoçou e bobagens do tipo

Este é um dos erros mais comuns entre pessoas que nunca tiveram contato com o Twitter. Talvez seja culpa dos jornalistas/blogueiros que, quando tentam explicar o Twitter, dizem que “são mensagens curtas sobre o que você está fazendo”. O Twitter é uma amostra de como é o mundo offline: algumas pessoas estão falando sobre bobagem, outras não. De fato existem muitos tweets triviais, mas há também espaço para conversas profundas, notícias, observações e comentários inteligentes.

2) Se o Twitter não consegue obter nem seu próprio lucro, não é uma alternativa viável para o meu negócio

O Twitter só não está ganhando mais dinheiro porque este não é o objetivo principal do negócio. O verdadeiro desafio é continuar sendo relevante para seus usuários. Obter lucro em cima de 200 milhões de membros é fácil. Já permanecer relevante para esses mesmos 200 milhões de membros, por um longo período de tempo, aí sim é difícil. O Twitter é inteligente o suficiente para concentrar-se no segundo objetivo.

3) LinkedIn é para negócios, Facebook é para amigos

Muita gente acha que fazer apenas o “básico” é tudo que você precisa para estar “por dentro” do que acontece na web. Ou seja, se você tem um negócio, basta ter um perfil no LinkedIn e pronto. É um bom começo, mas certamente não é o fim. Atualmente, as empresas tem que estar também no Facebook também (se não estão, me deixam um pouco desconfiados). Assim como todo mundo tem endereço de e-mail, logo todos vão ter uma conta no Twitter e Facebook. Leva pouco tempo para fazer um perfil, porque não fazer hoje?

(discordo: pode levar pouco tempo para fazer um perfil, mas leva tempo para ser atualizado e analisado com qualidade)

4) Manter perfis em mídias sociais tomam muito tempo
Eu não tiro tempo para twittar. Eu twitto quando estou esperando alguém, assistindo TV, ou quando preciso de uma pequena pausa durante o trabalho. O Twitter não toma seu tempo, assim como respirar não toma seu tempo. Apenas acontece. Se mesmo assim você achar que isso toma muito tempo, não venha me dizer que você está ocupado demais. O americano assiste em média mais de 4 horas de TV por dia. Que tal separar 30 minutos dessa atividade que não estimula sua mente, e destiná-los à interação com pessoas inspiradoras no Twitter?

(discordo novamente: twitter não é unicamente postar um tweet. é ler o que os outros escrevem, responder menções, DMs, estabelecer conversação. e isso leva tempo, sim. o que temos que decidir é quanto de tempo dedicaremos para ele.)

5) Compartilhar é coisa de gente exibida

“Por que você quer compartilhar tudo com o mundo? Você está querendo se exibir ou algo assim?” Sim, já ouvi essa frase muitas vezes. Não, eu não gosto de ficar mostrando meus órgãos genitais a outras pessoas. O que eu aprecio é compartilhar minhas experiências e idéias com outras pessoas. Isso é o que nos define como seres humanos: o poder de compartilhar nossas esperanças, sonhos e pensamentos com os outros. As redes sociais apenas tornam esse processo mais fácil. Exibicionismo não tem nada a ver com isso.

6) Você não consegue dizer nada significativo em apenas 140 caracteres
A limitação de 140 caracteres no Twitter é baseado na limitação de 160 caracteres do SMS, que é baseado no tamanho médio dos cartões postais. A equipe que decidiu sobre o formato SMS contou os caracteres dos textos em milhares de cartões postais e descobriu que raramente os 160 caracteres foram ultrapassados. Apesar de 160 caracteres parecer pouco, você ficaria surpreso com a quantidade de sabedoria, emoção e criatividade que pode expressar. Por que não experimentar?

7) Você não consegue ter lucro nenhum com o Twitter
Este é um dos argumentos preferidos das editoras e meios de comunicação de massa (o que alguns chamam de “velha mídia”). Eles tentam parecer inteligentes, mas é óbvio que não pensaram nenhum segundo sobre isso. A resposta é simples: ALCANCE. Publicação é alcance. Você tem um público, e tem a sua atenção. Isso significa que você pode vender anúncios. Eu tenho quase 15 mil seguidores no Twitter e @ TheNextWeb tem mais de 500.000. Embora não haja nenhuma maneira direta de lucrar com esses seguidores, isso significa que temos uma platéia de ouvintes. E você pode transformar em dinheiro, que é algo que qualquer editor deve conhecer.

8 ) Estou velho demais para isso
Eu acho que você está, mesmo, com um pé na cova. Poderia muito bem morrer agora, e tudo bem. Ok, não acho isso realmente! As mídias sociais são populares entre os jovens e, veja bem!, pessoas mais velhas. Meus filhos têm um contato muito maior com os meus pais do que eu tinha com meus avós. A razão: o Twitter, e-mail, Skype e outras mídias sociais. Os idosos se locomovem menos e acabam usando o Skype para fazer videochat com seus filhos e netos. Ou seja, você não tem é velho demais! É um teimoso, isso sim!

9) É informação demais!
É verdade que há muita informação disponível online, mas isso não pode ser considerado uma coisa ruim. Você considera uma biblioteca culpada por ter muitos livros? Você se sente incompetente por não ser conseguir ler todos os lançamentos literários? Claro que não. A web é uma coleção gigantesca de bits de informação, sem estrutura. É assim que me sinto quando visito uma cidade pela primeira vez. Se você estiver interessado, procurar um pouco e manter a mente aberta, em poucas horas você começará a ver modelos, padrões e estrutura (e vai ficar mais fácil de encontrar informações). Não despreze as coisas só porque elas (ainda) não parecem familiares pra você.

10) É só para geeks e nerds
Lembro-me vividamente da primeira vez que ouvi alguém falar sobre e-mail. Virei a cabeça para ver quem era essa pessoa que sabia sobre ‘e-mail’! Recentemente eu encontrei alguém que não tem um endereço de e-mail. Fiquei chocado. Mídias sociais são SOCIAIS. Ou seja, sua mãe, seus filhos, seus funcionários vão usar. Você pode virar as costas e ignorar a conversa, ou mergulhar nela! De qualquer forma, as pessoas já estão conversando e trocando experiências nas mídias sociais – e isso não vai acabar. É sua a escolha de se envolver, ou não. Você pode ter um monte de desculpas para não participar, mas o que exatamente você ganha com isso? Desligue a TV, respire fundo e mergulhe!

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