Arquivo mensal: janeiro 2013

Vacas Roxas

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Um dos meus livros favoritos de marketing é Purple Cow de Seth Godin. O livro gira em torno desta metáfora: se você já viu uma vaca marrom, você já viu todas elas. Mas uma vaca roxa, isso prenderia a sua atenção. Uma declaração no livro tem implicações profundas: “Se você não é notável você é invisível.”

Toda igreja precisa pintar-se de roxo. Eu não estou falando de truques. Eu não estou falando sobre ser diferente por causa da diferença. Eu estou falando de fazer uma diferença tão marcante em nossas comunidades que não poderão nos ignorar.

Eu tenho algumas de convicções fundamentais:

1)   A boa notícia deve fazer a notícia. Igrejas marrons sentam na linha lateral e convidam a comunidade para entrar nelas. Igrejas roxas estão sempre indo e convencendo. Elas estão fazendo uma diferença tão grande que elas se tornam uma parte altamente visível de sua comunidade. E as pessoas passam pelas Igrejas marrons – Igrejas que são invisíveis – para ir às Igrejas roxas.

2)   A maior mensagem merece o maior marketing. Eu sei que o marketing é uma palavra feia em alguns círculos da igreja, mas mais alguém fica irritado com o fato que a Lojas Americanas é muito melhor em vender suas mercadorias inúteis do que a Igreja em pregar as boas novas?Eu tenho um problema com isso. Precisamos utilizar o marketing para aspectos santos.

3)   A igreja deve ser o lugar mais criativo do planeta. Igrejas são muito parecidas. Precisamos de muitos tipos diferentes de igrejas, porque hámuitos tipos diferentes de pessoas. Cada igreja tem um estilo único e deve ser uma expressão única do evangelho em seu local.

Então, como vamos nos pintar de roxo? Para começar, ouse ser diferente. Você pode ofender alguns fariseus, mas isso não é o que você está tentando alcançar. Em segundo lugar, mude sua rotina. Acho que começa com sua rotina pessoal. Mudança de ritmo + mudança de lugar = mudança de perspectiva. Você precisa sair de sua rotina de modo que você possa ter alguns ‘pensamentos roxos’.

Como líder, você precisa causar confusão. Jesus não fez orientações. Ele fez desorientações. Você precisa encontrar novas maneiras de dizer coisas velhas (veja as parábolas). Você precisa encontrar odres novos. Você precisa cantar uma canção nova. Estudos neurológicosdescobriram que a familiaridade estimula o cérebro esquerdo. Novidade estimula o cérebro direito. Precisamos de ideias do lado direito do cérebro para capturar a imaginação da Igreja e do mundo.

Fonte: Mark Batterson

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Herói da Comunicação na Igreja: Martin Luther King Jr.

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“Uma das grandes tragédias da vida é que os homens raramente ultrapassam o abismo entre a prática e a profissão, entre fazer e dizer.”-Martin Luther King Jr.

Uma das maiores lições de Martin Luther King Jr. é que ele entrou em ação. Ele não se escondeu atrás de um púlpito. Ele fez algo.

–       Provocada pela posição de Rosa Parks contra as leis de Jim Crow, King liderou o boicote aos ônibus de Montgomery, 1955. Cerca de 90 líderes, incluindo King, foram indiciados durante o boicote, mas eles fizeram disso um ato de desafio. “Eu estava orgulhoso de meu crime”, disse King. “Foi o crime de juntar meu povo em um protesto não-violento contra a injustiça.”

–       No Domingo Sangrento, 7 de março, 1965, soldados do estado de Alabama atacaram manifestantes de direitos civis com bombas de gás lacrimogêneo, cassetetes e cavalos de carga, quando tentavam atravessar a ponte Edmund Pettus. King não estava presente naquela marcha, mas declarou: “Se eu tivesse alguma ideia de que as tropas estaduais usariam o tipo de brutalidade que usaram, eu teria me sentido obrigado a desistir de meus deveres da igreja para liderá-los.” Ele estava lá, dois dias depois de liderar uma marcha cerimonial e novamente duas semanas depois, quando a marcha recomeçou com a proteção de uma ordem judicial.

–       Em 1966, King e Ralph Abernathy mudaram-se para os subúrbios de Chicago para demonstrar seu apoio e empatia para com os pobres.Eles marcharam contra a segregação nas políticas de habitação e durante uma marcha foram recebidos por uma multidão zombando, jogando pedras, garrafas e rojões. King foi atingido na cabeça por uma pedra, um de 30 feridos. Sua resposta: “Eu tenho que fazer isso, me expor para expor este ódio”.

Mas agir nunca é fácil. King foi preso 29 vezes. Sua casa foi bombardeada. Sua vida foi ameaçada várias vezes, e ele acabou sendo assassinado.

Comunicar uma mensagem é uma coisa, mas apoiá-la com ação sempre é necessário. Nós não podemos chamar as pessoas a amar o próximo, enquanto nos sentamos sem fazer nada. A lição de Martin Luther King Jr. é que ele não apenas comunica a sua mensagem, mas ele trabalhou para concretizá-la. É o exemplo de sua vida e um desafio que ele colocou na porta da igreja:

“A igreja deve ser lembrada que não é o mestre ou o servo do Estado, mas sim a consciência do estado. Ela deve ser o guia e o crítico do Estado, e nunca a sua ferramenta. Se a igreja não recapturar seu zelo profético, ele vai se tornar um clube social irrelevante sem autoridade moral ou espiritual. Se a igreja não participar ativamente da luta pela paz e pela justiça econômica e racial, ela vai perder a lealdade de milhões e levar homens de todos os lugares a dizerem que atrofiou a sua vontade. Mas se a igreja vai libertar-se dos grilhões de um status quo mortal, e, recuperando a sua grande missão histórica, vai falar e agir sem medo e com insistência, em termos de justiça e de paz, que irá incendiar a imaginação da humanidade e colocar fogo as almas dos homens, imbuindo-os com um amor brilhante e ardente pela verdade, justiça e paz. Homens de longe e de perto conhecerão a igreja como um grande companheirismo de amor que fornece luz e pão para os viajantes solitários à meia-noite”.

Em sua “Carta da Prisão de Birmingham ” King expressou sua decepção com os cristãos moderados que condenaram a violência que eclodiu fora do Movimento dos Direitos Civis:

“Todos os muitos outros têm sido mais cautelosos do que corajosos e permaneceram em silêncio por trás da segurança anestesiante de vitrais”.

Que não sejamos nós.

 

Educomunicação – Ela pode mudar o ensino na sua igreja

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Educomunicação é a união da Educação com a Comunicação – mas isto você já deve ter percebido!

A questão é: Como ela funciona?

A ideia é utilizar tecnologias e linguagens das mídias para que as pessoas se expressem, aprendam e sejam transformadas. Mas ‘utilizar as tecnologias’ não significa apenas usar um vídeo durante sua aula na escola dominical, e sim estimular seus alunos a produzir um vídeo sobre o assunto dado.

Assim, na Educomunicação o processo de criação é mais importante do que o produto final, pois é nesta etapa que as transformações pessoais acontecem. E o meio que escolhemos para ilustrar um ensinamento não é o principal, mas sim como as pessoas envolvidas assimilam a informação.

Quando um grupo de alunos produzem uma mídia, trabalham em suas atitudes, comportamentos, valores e decisões considerando as relações uns com os outros e com o conteúdo aprendido na sala de aula/templo.

As possibilidades são imensas, mas aqui vão algumas dicas de mídias que seus alunos podem produzir em grupo:

  • Vídeos
  • Fotografias
  • Podcasts
  • Blogs
  • Redes sociais
  • Teatro

Você já fez algo parecido em sua igreja?

Tem outras ideias para uma aula criativa?

Autor(a): Joice Atique

James Martin: O “Porquê” Antes do “O quê”

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Gostamos de aprender com quem trabalha com comunicação na igreja todos os dias! E por isso estamos iniciando uma série de entrevistas com estas pessoas. Confira a primeira:

James Martin é o presidente da Monk Development, e pastor de casamento e família na Igreja The Resolved em San Diego e um ex-policial.

Qual foi a coisa mais emocionante que você viu igrejas fazendo para se comunicar no ano passado?

James Martin: Colocar o pensamento Nele! Mais e mais estou vendo igrejas perguntarem “porquê” antes de saltar para “o quê” nos seus sites e outras iniciativas online. Um plano estratégico e visão unificada em toda a organização é, obviamente, a melhor maneira de começar. Infelizmente, as igrejas são muitas vezes lentas para adotar este pensamento. Elas entram em um site ou rede social on-line e tratam como um catálogo com vários ministérios competindo por espaço. Estou bastante animado em ver que muitas Igrejas têm descartado esse método e parado para analisar sua estratégia. Sua presença online deve refletir um conjunto de objetivos comuns e ser desenvolvida para envolver as pessoas nos ministérios. Comunicar não é apenas passar mensagens…  Mas engajar, conscientizar, fazer discípulos!

Qual é a tecnologia recente que as igrejas estão usando de forma errada?

James: Na minha humilde opinião, acho que as igrejas não estão usando as mídias sociais ou móvel de maneira correta. Parece que estamos atrasados em ambos.

O que as igrejas podem fazer para se conectar melhor com as pessoas?

James: Escutar. Encontrar as pessoas onde elas estão e ouvir suas histórias. Há sempre uma maneira de trazê-los de volta a verdade do evangelho, compartilhando a mensagem de esperança entrelaçada com a história que eles trazem. Theodore Roosevelt disse: “Ninguém se importa com o quanto você sabe, até saberem o quanto você se importa”.

Como as igrejas podem utilizar corretamente o marketing?

James: Ótima pergunta. Marketing geralmente passa uma imagem ruim de comercialização. Muitos na liderança podem simplesmente não entender o propósito e/ou não confiar nos processos deste ministério. É preciso comunicar o “porquê” por trás da mensagem e garantir que todos estejam de acordo com a visão e os objetivos da organização. Em minha experiência, descobri que fico ansioso para falar de Jesus para as outras pessoas mas falho em falar com Jesus sobre as pessoas… É importante lembrar disso também. Qualquer iniciativa boa da igreja deve começar em nossos joelhos. Alguns líderes sentem isso, mas não são capazes de expressá-lo.

O que você vê no caminho para o Centro de Comunicação da Igreja – CFCC – especificamente e de comunicação da igreja em geral?

James: Estou animado para fazer parte de CFCC e o futuro é brilhante que terá. Estamos falando no conselho sobre várias formas de trabalhar uma organização para trazer os líderes e pensadores juntos para resolver os problemas da comunicação. Eu sei que se fizermos isto bem, o valor será evidente e juntos poderemos crescer mais.

Fonte: Church Marketing Sucks

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