Arquivo mensal: dezembro 2012

Culto online: Por quê?

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A igreja, como todos nós, anda um tanto quanto obcecada por tecnologias. Queremos receber o boletim no celular, ler o conteúdo do estudo no blog e ter todas as versões da bíblia em nosso tablet. Não me entenda mal, eu amo tudo isso! Mas vez ou outra é sempre bom fazer a pergunta: ‘Por quê?’.

Uma das modas que mais se espalha pelas igrejas hoje é o streaming ao vivo do culto. Pode ser uma igreja de 5 mil ou 50 membros, todas querem ter seus cultos transmitidos na web. Mas, por quê?

É fácil comparar a sua igreja a uma mega-igreja gringa e apontar tudo o que você acha que precisa ter para chegar ao mesmo nível tecnológico. Isso não é necessariamente errado, mas se você se concentrar no show que está sendo apresentado, pode esquecer o que é realmente importante.

A pergunta que toda igreja deve se fazer é: Como podemos ampliar o alcance de nossos cultos além das quatro paredes da igreja? Isto é o que o culto online tenta fazer. Fornecer uma maneira de se conectar com aqueles que não estão fisicamente presentes. É uma forma de responder ao chamado de Cristo “para ir e fazer discípulos de todas as nações.” Mas é UMA forma. Missões transculturais e envolvimento com o seu bairro ainda fazem parte do trabalho ;).

Então, a partir deste entendimento, como a sua igreja pode usar a tecnologia para compartilhar e experimentar Cristo além do templo?

Joice Atique

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Comunicação na Igreja: Você não está sozinho!

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Você trabalha com comunicação na igreja e se sente sozinho? Não tem ninguém para compartilhar suas ideias? Seus companheiros de profissão não entendem seus objetivos não comerciais… E os membros da sua igreja adoram comic sans?

Não se preocupe! Agora você tem o local ideal para receber feedback do seu trabalho – e sabemos que isso pode fazer toda a diferença!

A Church Marketing Sucks iniciou um grupo online para compartilhar e criticar materiais de marketing da igreja (Sim, é em inglês, mas nada que o google translate não dê jeito!). Este grupo está hospedado no Flickr e permite às pessoas compartilhar seus trabalhos, oferecer feedback e melhorar a comunicação da igreja. É o poder da web contribuindo mais uma vez para a nossa missão!

Além da participação de uma grande comunidade, também há a contribuição de um grupo altamente qualificado de profissionais e designers da igreja que frequentam o Laboratório oferecendo suas experiências e inspirações.

Então visite o grupo agora, e faça disso uma rotina 😉

Joice Atique

Chato x Divertido no mundo da comunicação

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Não importa o quão divertido e emocionante o seu trabalho possa ser. Às vezes, ele é chato. Na comunicação isto não é diferente!

Você se ofereceu para ajudar sua igreja na área de comunicação, todo animado com as perspectivas e cheio de planos! Mas a realidade tornou-se enfadonha e o seu interesse não resistiu ao desânimo. Há um atrito entre a diversão e o tédio.
Não vou compartilhar aqui estratégias, ou algo do tipo ‘cinco passos para combater o tédio’ – eu sei o quanto você gosta disto, mas simplesmente não posso fazer!

Mas vou dar um conselho: volte ao básico! Qualquer atividade criativa precisa ter um propósito, ou ela perderá o sentido. Volte para Deus. Volte para as pessoas. Volte aos livros e à arte que inspiram você. Como estamos continuamente nos enchendo de trabalho, só poderemos lutar contra o tédio se encararmos o chato com a atitude apropriada. Aí, talvez, ele não parece tão chato.

Algumas dicas podem te ajudar:

  • Assistir os cultos
  • Orar e estudar a Palavra de Deus
  • Discipular pessoas
  • Manter-se informado
  • Experimentar a arte

Steve Fogg disse: “Eu não relaciono a palavra ‘chato’ com o que faço. Se algo… é chato, mas informativa e passa a nossa mensagem… é lucro!”
E você? Como você está lidando com o tédio no seu trabalho?

Autor: Joice Atique (inspirado na série Fun x Boring)

Herói da comunicação da igreja: Antoinette Brown Blackwell

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“Uma coisa é certa. Eu não tenho medo de agir como minha consciência dita, não importa o que o mundo pode achar … ” – Antoinette Brown Blackwell (1825-1921)

Como a primeira mulher a ser ordenada como ministro nos Estados Unidos, Antoinette Brown Blackwell propôs que acreditar era agir.  Sua vida demonstrou, assumidamente, sua crença de que a justiça social e a fé devem coexistir em mais do que apenas palavras. Como palestrante, ela viajou o país defendendo as questões da reforma, incluindo os direitos das mulheres e a escravidão.

Para Blackwell, falar não era o suficiente. Ela passou um ano nas favelas e prisões da cidade de Nova York, servindo as pessoas de lá enquanto estudava como doenças mentais e desordem social afetavam a pobreza. Mais tarde, ela escreveu uma série de artigos para o New York Tribune sobre a lacuna entre o cristianismo que a igreja de seus dias pintava e a vida na pobreza que era a realidade de muitos nas ruas das cidades.

Falar e escrever eram mais do que apenas um trabalho ou plataforma para Blackwell. Dando seu último sermão aos 90 anos de idade e testemunhando a emenda de 19 permitindo que votasse aos 95 anos de idade, ela permaneceu envolvida ativamente em questões de reforma, até sua morte.

Crença e Ação

Acho que Blackwell descobriu o que muitos de nós desejamos – aquele lugar onde o nosso chamado, nossas paixões e as necessidades do mundo se cruzam.

Blackwell não apenas falava sobre as questões de justiça social de seu tempo, ela acreditava que a ação era necessária para que o resultado fosse mudanças duradouras e não apenas uma solução temporária.

Eu me pergunto quantas vezes deixamos de ter essa abordagem hoje. Não me interpretem mal, proporcionar às pessoas ajuda imediata e tangível na forma de uma cama quente ou um casaco ou uma refeição ou água limpa, é bom e necessário. Mas, se isso é o mais profundo que vamos, eu acho que nós estamos estabelecendo mudanças temporárias, e não permanentes.

Justiça social tornou-se uma espécie de palavra da moda em nossas igrejas hoje. Às vezes eu sinto que toda vez que eu me viro há uma nova organização sem fins lucrativos. Embora isso possa parecer uma nova tendência, você não tem que estudar muito para descobrir que não é. A crença de que a fé não pode ser divorciada da justiça social tem sido parte da igreja cristã durante séculos, mas acho que em muitos casos ela olhou significativamente diferente do que agora.

Expressando mais do que o mundano

Antoinette Brown Blackwell tinha uma voz. Você tem uma voz. Mas, mais importante, como um comunicador, a você foi dada a responsabilidade de administrar a voz de sua igreja. É fácil esquecer essa maior responsabilidade quando chegar ao domingo pode parecer uma rotina monótona de edições, tweets, atualizações no Facebook, boletins, design e formatação de newsletter.

Quero incentivá-lo a pensar além de soluções temporárias.  A agir sobre essas coisas que você é apaixonado, não importando o que o mundo possa pensar. E lembrar que, como um comunicador da igreja você é um administrador de uma voz muito maior do que a sua própria, porque é a voz de dezenas, centenas, para alguns de vocês até milhares de indivíduos.

 Como você pode traduzir essa voz em ação?
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