Arquivo mensal: julho 2012

Herói da comunicação da igreja: Hudson Taylor

Eu me tornei obcecado com o quimono. Essa vestimenta tradicional japonesa usada por homens e mulheres, usada também na china. Independentemente de suas origens, o quimono tem estado na minha cabeça ultimamente.

Aqui está o porquê.

Hudson Taylor foi um missionário americano na China no final do século 19. Taylor era um homem que pensava e vivia de forma diferente. Taylor não foi um missionário habitual. Ele não queria apenas ir para contar a história do Evangelho a um grupo de pessoas, ele queria incorporar a vida de Jesus na frente da China.

Este desejo levou Taylor a evitar o traje padrão ocidental, ele veio em favor de vestir o terno e gravata do mundo chinês: o quimono.

Boom.

Em um movimento, Taylor ganhou mais credibilidade cultural do que em 100 anos de pregação. Para os chineses, ele se tornou “um de nós.”

Taylor era inteligente. Ele sabia que para ser aceito na cultura ele deveria falar a mesma linguagem. Taylor se comunicou através de sua vestimenta, “Estou aqui para compartilhar uma mensagem com vocês, mas eu também estou aqui para aprender. Eu quero que isso seja uma rua de duas vias. Vocês podem confiar em mim. ”

Precisamos ser mais como Hudson Taylor. Precisamos olhar ao redor e encontrar os kimonos de nossa cultura e começar a usá-los. Nós podemos não querer mudar a maneira como fazemos as coisas. Tenho certeza de que Hudson Taylor nunca disse para si mesmo: “Rapaz, esses mantos de seda fluindo com certeza me fazem parecer mais viril!” Mas fazemos isso por causa do que ele comunica as pessoas ao nosso redor.

Por exemplo, meus kimonos são na sua maioria digitais. Ter um perfil no Facebook é um kimono. Blogar sobre meus problemas com Fred Phelps é um kimono. São coisas simples e que fazem as pessoas terem perguntas.

Vestir o kimono é uma demonstração de humildade, humildade que diz: “Eu quero te dizer sobre alguém que pode mudar sua vida. Eu também quero ver quem você é. Espero que eu possa compartilhar o mesmo. Eu não estou aqui para falar com você, estou aqui para compartilhar minha vida com você. ”

Fonte: Church Marketing Sucks

Twitter: Ainda vale a pena?

Muitos usuários abandonaram suas contas no twitter nos últimos anos – você deve ter notado entre os seus amigos-, e muitos outros apareceram. Existem opiniões conflitantes sobre o resultado da comunicação pelo Twitter e o seu futuro. Ainda vale a pena gastar tempo com ele? Ele pode ajudar a mim ou ao meu ministério?

Bom, na minha opinião, sim. Mas com cuidado:

  • Se você pretende fazer uma conta para atrair visitantes para a reunião de sábado ou divulgar um evento, o Twitter não é o melhor lugar para isso. “Abandone todas as ideias de que o Twitter é uma ferramenta de marketing profissional. Ele até pode ser ocasionalmente , mas não com a frequência que você precisa para fazer com que valha a pena. Não foi pensado para esse propósito.” (Chris Brogan)
  • Mas, se você quer usar o Twitter para se envolver com pessoas e aprender com elas, está no lugar certo. Por exemplo, se é líder,  siga seus liderados que têm contas. Não para ‘ficar de olho neles’, mas para aprender mais sobre eles. Siga seus links, leia seus blogs, passe a conhecê-los. Não invada simplesmente o espaço deles.
  • Há um certo ‘ruído’ que vem junto com a opinião das pessoas no Twitter. Muito do que você vai ler é extremamente irrelevante, mas de alguma forma viciante. Cuidado para não jogar fora horas do seu dia!
  • Siga pessoas com as quais você pode aprender algo. Tem muita gente colocando informação relevante nesta rede. Comece com a Busca. Vá para http://search.twitter.com e procure por assuntos que possam ter alguma relevância em seu ministério, trabalho ou simplesmente algo que você goste. Direcione sua timeline de acordo com os seus interesses.
  • Não é o lugar ideal para conversar. Encare-o como um banco de ideias, de inspiração. Você pode trocar algumas mensagens. Mas conversas longas não ficam bem, e normalmente são irritantes.
  • É o lugar ideal para interagir. Se você não tem diálogo com sua timeline, seus tweets perdem a força depressa. Ao compartilhar algo não cole o link como se isso fosse suficiente. Pergunte às pessoas o que elas pensam sobre o assunto, e dê um feedback sobre os tweets delas também. Tente promover o assunto de outras pessoas, não fale apenas de você. Se encontrar algo bom, compartilhe!

A ideia é que você, seguindo estas dicas, consiga aproveitar o Twitter no seu melhor, sem perder tempo com estratégias e objetivos que não darão certo!

Mas o que você acha? Ainda vale a pena usar o Twitter?

 

Joice Atique

Midias Sociais – Acima de qualquer outra coisa: gente

Você conseguiu manter alguma boa conversa ultimamente? O que você se recorda dela? Com quem você gosta de conversar?

Conversas precisam de pessoas, e o propósito das mídias sociais é fortalecer e possibilitar conversas de modo digital. Blogs, podcasts, video-blogs e todas as redes sociais que usamos têm só um objetico: fornecer uma maneira de nos conectarmos. Com isso em mente, vamos começar a pensar em gente. Vamos pensar nas pessoas a partir da perspectiva delas.

Então vou colocar aqui algumas ideias para você se envolver, respeitar e apreciar as pessoas que vão interagir nas suas mídias sociais:

As pessoas gostam de se envolver

Imagine que existe uma escolha (porque existe): você pode falar para as pessoas ou você pode falar com as pessoas. Assim, presume-se que as outras pessoas terão a oportunidade de dizer alguma coisa em algum momento.

Um modo de envolver as pessoas é fazer uma pergunta. Outra maneira é estimular as pessoas a participar de atividades. Não permita que elas sejam a audiência. A audiência é passiva. Pense em maneiras de fazer com que as pessoas participem da história. Você pode bolar um modo de elas contribuírem? Existem maneiras de estimular atividades complementares no mundo delas?

As pessoas são ocupadas

Respeite o tempo das pessoas quando criar sua mídia. Katrina, minha mulher, sempre diz que “editar é ser educado”. Ela quer dizer que, respeitando o tempo dos outros, você ganha a admiração deles.

Um modo de fazer isso é começar bem. Diga a melhor coisa logo de cara em seu post. Dê às pessoas um resumo de para onde você vai o mais cedo possível. Muitos grandes realizadores de mídia fazem roteiros de suas produções, delineiam o que vão postar nos blogs ou, então, usam sistemas que mantêm o controle.

As pessoas gostam de ser apreciadas

Você não está fazendo isso para si mesmo (a menos que esteja!). A ideia é que você esteja tentando construir um relacionamento com um público, de uma maneira mais humana, mais integrada. Se você é um indivíduo, está construindo sua reputação, compartilhando informações com quem tem ideias semelhantes às suas. Em todos os casos, é uma via de mão dupla, e as pessoas do outro lado querem saber se você respeita isso.

Visite os sites de outras pessoas de vez em quando. Deixe comentários. Indique um ou outro post ou podcast para as pessoas que gastam o tempo delas com você. Ofereça mais do que o rolar de um blog. Ofereça consciência. Construa tráfego. Pense em maneiras de dar às pessoas algo mais em troca da atenção que elas dão a você. Faça com que elas sejam tão importantes quanto seu relacionamento com elas.

Faça das pessoas os especialistas

Procure maneiras de aproveitar as competências de sua audiência. Peça que eles falem sobre diversos assuntos. Descubra o que eles sabem. (Você já sabe o que você sabe).

É por isso que termino todos os posts com uma pergunta. É uma maneira de propiciar a interação, mas também de ficar sabendo mais sobre as pessoas que me acompanham. Aprendi há bastante tempo que as pessoas que passam tempo comigo sabem mais juntas do que eu individualmente. Posso começar um papo maravilhoso, mas elas, em conjunto, sempre têm melhores ideias. Então, procure por elas. Busque informação. Aprenda com elas.

Além disso, as pessoas adoram dar sua opinião. É uma ótima maneira de dar a elas a oportunidade de fazê-lo.

Você já experimentou fazer isso? Qual foi o resultado?

Adaptado de Chris Brogan

Líderes ministeriais nas Redes Sociais

líderes ministeriais e redes sociais

Alguns líderes estão se perguntando como as redes sociais podem ajudá-los e se eles deveriam se envolver nessas frentes. Eles ouviram que já deveriam estar envolvidos. Eles só nào têm certeza do porquê ou do como. Por um  lado, alguns estão pensando nessas redes sociais como canais diferentes para os mesmos métodos que vêm usando para se comunicar. Por outro lado, algumas estão só pensando em como irão se envolver, quais plataformas farão o que para eles e por onde devem começar. Aqui estão algumas ideias:

Facebook

Vale a pena entrar no Facebook? Bom, no mínimo é um lugar onde você, como indivíduo, pode construir um perfil e ter outra perspectiva da Web e com o potencial de se envolver mais com seus liderados, além de conhecer novas pessoas com interesses a fins. Montar um perfil decente não é muito difícil, mas eu recomendaria algumas coisas:

  • Use uma foto que pareça mais espontâneo, sem pose.
  • Pense bem sobre os aplicativos que acrescentará ao seu perfil – que tipo de jogos e passa-tempos. Eles dizem muito sobre você.
  • Faça parte de grupos antes de pensar em montar algum. Participe, entenda o ambiente.
  • Faça uma avaliação de seus resultados. Não permaneça lá só porque todos acham que é o que deve fazer.

Twitter

O que tenho a falar sobre o Twitter e líderes ministeriais é o seguinte: desde que você esteja usando o Twitter para conversas e para se misturar e se integrar enquanto compartilha sobre assuntos diversos e, quem sabe, um pouco menos sobre o que você está fazendo, então ele pode ser uma ferramenta útil para dar sua mensagem.

Uso muito o Twitter para fazer perguntas. Algumas das minhas perguntas são só para puxar conversas. Outras vezes, eu uso para dirigir a atenção para coisas que são úteis ou que importam.

Redes Sociais em Geral

No geral, as redes sociais são úteis para nos contextualizar, para conhecer gente fora da nossa realidade ministerial. Vá com calma ao usar as redes sociais, pois o retorno do seu uso pode ser questionável. É tudo uma questão de envolvimento. Como você se envolve é uma coisa. Por que você se envolve é outra. O que você obtém desse envolvimento é, obviamente, a coisa mais importante.

Joice Atique

Adaptado das ideias de Chris Brogan

Herói da comunicação da igreja: Atanásio

 

 

Nem todos os heróis da comunicação da igreja são famosos. Vamos falar de Atanásio. Quem? Exatamente, Atanásio. Ele foi um teólogo do século IV que defendeu a divindade de Cristo. Ele não é muito conhecido e talvez sua maior fama deva-se à participação no Primeiro Concílio de Niceia, uma espécie de assembleia realizada pelo imperador romano Constantino I, no ano de 325 d.C., como primeira tentativa de obter consenso na igreja.

Na ocasião, Atanásio discursou: “Eu acredito em um Deus, Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis. E em um só Senhor Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os mundos, Deus de deuses, Luz das luzes, verdadeiro Deus do verdadeiro Deus, não gerado, mas feito pelo próprio Pai, por quem todas as coisas foram feitas…”

Essa é apenas uma parte da teoria defendida por Atanásio e pela qual ele resolveu lutar, divulgando-a com veemência entre o povo e até mesmo entre outros teólogos e estudiosos cristãos.

A crença mais popular da época era que Deus o Pai era eterno, mas Jesus Cristo era apenas uma criatura de Deus, um semideus. Você pode imaginar as implicações disto. Se Jesus é menor do que Deus, então algumas de suas ações (andar sobre as águas, ressuscitar dentre os mortos etc) e até mesmo algumas de suas qualificações (Salvador do mundo, amor, pão da vida, água viva etc) podem ser postas em dúvida. Alguns teólogos referiam-se a essa crença como não-tradicional e controversa. Atanásio, porém, foi um pouco mais longe e chamou-a de “ignorante, sem Deus, ímpia, herética e hipócrita, não-cristã.” Caramba! Ele escreveu páginas e páginas para explicar porque ele acreditava que Jesus era mais do que apenas um homem semidivino.

E como ele fez isso?

1. Ele leu e refletiu sobre as palavras das Escrituras: “João diz: ‘No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez’.
[João 1:1-3]”
2. Ele pensou profundamente sobre as palavras de seus antecessores, usando alguns estudos como base e rejeitando outros. Atanásio vinha de uma longa linha de teólogos que estavam lutando para difundir o real sentido do evangelho. Suas teorias em muito concordavam com as de Tertuliano, um apologista cristão que lutava contra as heresias e que defendia firmemente a teoria da Trindade. Atanásio era também contra as ideias de outro teólogo, chamado Arius, que no mesmo Concílio de Niceia, teve sua doutrina condenada como herética.
3. Ele não tinha medo de lutar por suas próprias convicções e era persistente. O fato do Credo Niceno, formulado pela primeira vez no Concílio de Nicéia, só ter chegado a tomar posse no Concílio de Constantinopla, em 381, não desanimou Atanásio, que se manteve audaz e intransigente durante todo este tempo. Sua tenacidade, que provocou sua perseguição ao ponto de ser exilado cinco vezes, foi fundamental para a vitória do Credo de Nicéia.
4. Ele se manteve focado. Depois de ler vários tratados e de ter acesso a vários estudos e teorias, Atanásio em nenhum momento teve dúvida sobre suas convicções. Ele queria que as pessoas vissem que Jesus era igual a Deus. E ele era muito convincente.

E por que isso importaria nos dias de hoje?

A fé cristã como um todo está bem confusa. É difícil, para alguns, quase impossível, nos dias de hoje, manter-se inabalável. Mas Atanásio sabia da importância do que dizemos sobre o evangelho e de como compartilhamos estas questões com outras pessoas, cristãs ou não. Atanásio nos mostra que é preciso dedicação, tempo e trabalho duro, mas podemos ser bem sucedidos.
Atanásio também nos ensina que o que divulgamos hoje pode moldar a fé e até mesmo tornar-se lendária nos anos vindouros. A maioria dos cristãos pode não ter nenhuma ideia de quem foi Atanásio, mas o Credo de Nicéia pode ter contribuído bastante para o que eles sabem hoje sobre Cristo e o Deus que eles adoram.
Se Atanásio tivesse se esquivado de suas teorias, nossa doutrina certamente teria sofrido. Se não formos capazes de seguir seu exemplo e compartilhar o que Deus colocou em nossos corações, nossas igrejas vão sofrer.

Por Erin Williams – Tradução de Hellen Oliveira

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