Arquivo mensal: fevereiro 2011

Ciberespaço, campo missionário

 

“As novas gerações já estão bem conectadas, eu passo férias em uma colônia de pescadores na Bahia, deste tamanhinho e já tem duas lan house e eu perguntei ao meu filho de oito anos se ganha desses meninos, e ele respondeu que não, que está de igual para igual. Os meninos não sabem ler direito ainda, mas já entram na internet e já têm acesso, e isto em uma colônia de pescador com um grau de conexão muito pequena.”

Juca Ferreira

Ministro da Cultura

É verdade que a grande maioria da humanidade ainda não tem este acesso. Mas, desde já o mundo digital demonstra a sua força para conquistar as pessoas, principalmente a nova geração.

A internet se torna mais acessível a cada dia, o governo está desenvolvendo políticas para incluir digitalmente comunidades rurais, ribeirinhas e indígenas. Sem falar da conexão global, para a qual nem o idioma é barreira.

Para a Igreja esta não é uma discussão técnica sobre digitalização. Não é uma questão apenas de produzir material teológico online, disponibilizar pregações no youtube e organizar sites devocionais. É uma oportunidade missionária, mas para isto ela precisa dialogar com este novo mundo.

A cultura digital dá outro significado, outra velocidade a comunicação.  A Igreja não entrará neste processo automaticamente, ela precisa de organização, projetos, capacitação. É necessário se preparar para enfrentar o desafio e aproveitar as oportunidades deste grande campo missionário.

– Referência bibliográfica: Livro “Cultura Digital.Br”

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Igreja e comunicação

 

Cultura digital não é só tecnologia, é transformação. É a cultura das redes, do compartilhamento, da criação coletiva, da convergência. São novos processos de articulação que impactam o modo de vida da sociedade e, portanto, deveriam impactar todos que desejam influenciá-la.

A Igreja se formou em um modelo analógico, o desafio é conseguir digitalizar o modo de organizá-la; e isto é necessário para que ela esteja preparada para comunicar e influenciar nas próximas gerações.

Alfredo Manevy (secretário executivo do ministério da cultura) afirmou que “Não dá para pensar em certos debates que estão acontecendo na vida contemporânea sem a possibilidade de uma interação que o digital traz”.

Comunicar a Verdade em uma época de interatividade significa que você não será o pregador, será apenas mais um falando no ciberespaço. Para merecer alguma atenção é preciso construir relações criativas entre design, produção de conteúdo e informação. Estética e brevidade são tão importantes quanto conteúdo.

Na interação sempre haverá a crítica, e a internet é muito reativa a críticas. Neste caso deveremos ir contra a cultura, temos que estar preparados para responder com qualidade e amor. Isto é decisivo, porque evangelizar com eficiência no mundo digital é conseguir gerar uma discussão sobre o conteúdo do evangelho que permita o amadurecimento das ideias.

A sociedade está aprendendo a falar, a interagir no mundo digital. A escola não a preparou para um debate público, nem a universidade, e a maioria das grandes instituições ainda não consegue se relacionar com esse cidadão que quer opinar em tudo. É o momento perfeito para que a Igreja encontre seu espaço nesta nova cultura e cumpra sua missão de fazer discípulos em todos os lugares.

Referência bibliográfica: Cultura Digital.br

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